Internautas defendem mais rigor em penas para agressores de menores
Por ALECE21/05/2012 15:49 | Atualizado há 9 meses
Compartilhe esta notícia:
A enquete do Portal da Assembleia fez referencia ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, 18 de maio, e perguntou, entre os dias 14 e 21 de maio, “como combater a exploração e o abuso sexual de crianças e adolescentes”. Dos internautas que responderam, a maioria (54,1%) disse que o combate deve ser feito com o aumento da criminalização para agressores e estrutura de denúncia e amparo às vítimas.
Outros 37,8% disseram que o combate deve ocorrer por meio de campanhas de esclarecimento e mobilização na escola, sociedade e Poder Público; enquanto 8,1% responderam que já existem leis e instrumentos suficientes para abordar a questão.
Para o deputado Roberto Mesquita (PV), deve haver mais punição aos agressores, como também campanhas de conscientização. “Acredito que as duas respostas se completam, tanto a primeira como a segunda”, disse, acrescentando que “as vítimas precisam perder o medo e denunciar”.
Em alguns casos, conforme ele, como o agressor é alguém da família ou próximo, “o vitimado pode ter vergonha de denunciar e ser execrado, até na própria família ou na escola”, comentou.
O deputado Heitor Férrer (PDT) salientou que “é necessário investir não só nas campanhas de prevenção ao abuso sexual contra crianças e adolescentes, mas sim na estrutura familiar”. Conforme ele, em famílias carentes, muitas vezes os jovens se prostituem e se deixam ser abusados até para complementar a renda familiar. Ele também defendeu “punição mais severa para os agressores”.
A delegada titular da Delegacia de Combate à exploração de Crianças e Adolescentes (Dececa), Ivana Timbó, pontuou que tanto deve haver prevenção – campanhas de esclarecimento, por exemplo – como também repressão aos agressores. “O ideal é que, daqui a uns anos, a gente tenha que fazer só a prevenção, que os crimes sexuais praticados contra menores não sejam mais corriqueiros e tradicionais, como agora”, ressaltou.
EU/CG
Veja também