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Internautas defendem que Brasil receba refugiados

Por ALECE
05/10/2015 14:40 | Atualizado há 9 meses

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A enquete do portal da Assembleia Legislativa perguntou aos internautas, entre 28 de setembro a 5 de outubro,  se o Brasil tem capacidade para receber refugiados da África e Ásia. A maioria, ou 61,7%, respondeu que sim, por se tratar de uma questão humanitária. Outros 31,7% dos participantes discordam, alegando que o País vive um momento de crise econômica; enquanto 6,7% não têm opinião formada sobre o tema.

O deputado Zé Ailton Brasil (PP), que preside a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da AL, está entre os que consideram que não é um bom momento para se receber refugiados de outras nacionalidades. Apesar de ser uma questão humanitária, segundo o parlamentar, é preciso considerar que o País, devido à crise econômica, não tem dado suporte adequado “nem à própria população”.

“Entendo que é uma questão humanitária, e que o Bolsa Família tem dado um grande auxílio à população mais carente, mas temos que entender que ainda não eliminamos completamente a miséria. Então, como vamos poder acolher essas pessoas?”, questionou.

Já o vice-presidente da Comissão, deputado Moisés Braz (PT), entende que o Brasil tem condições de receber os refugiados. Para ele, a crise econômica não é motivo para não fazê-lo. “É um processo educativo, acima de tudo. As pessoas devem ser orientadas a se ajudar e ajudar uns aos outros. Dessa forma, fica mais fácil resolver as questões sociais na sequência”, defendeu.

Para o pesquisador do Observatório das Nacionalidades, ligado à Universidade Estadual do Ceará (Uece), Sued Lima, essa não é uma questão de ter ou não ter condições. Para ele, trata-se de uma “imposição humanitária”, pois os refugiados africanos e asiáticos só têm duas opções: fugir para outros países ou morrer. “É importante que tenhamos a consciência de que precisamos receber essas pessoas e tentar fazê-lo da melhor forma possível, pois eles estão em luta constante pela sobrevivência. É importante fazer o possível para ajudar”, avaliou.
PE/AT

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