Lideranças jovens cobram participação na Conferência Rio + 20
Por ALECE23/05/2012 20:49 | Atualizado há 9 meses
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As lideranças jovens tiveram voz durante a audiência pública realizada na tarde desta quarta-feira (23/05) na Assembleia Legislativa, promovida pelas comissões de Juventude e de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Semiárido, para debater sua participação na Conferência Rio+20. O diretor do Instituto de Juventude Contemporânea, Davi Barros, explicou durante o debate que a participação dos jovens pode contribuir para a articulação de uma Agenda de Juventude para sociedades sustentáveis.
Essa Agenda, de acordo com Davi, garantiria espaços de diálogo e participação dos jovens, que poderiam, assim, ser “empoderados” na tomada de decisões sobre o desenvolvimento sustentável. “O compromisso de solidariedade com as novas gerações foi tema central na Rio+92. Nessa nova conferência, a juventude deve ser protagonista do debate sobre o desenvolvimento”, acrescentou.
Sobre a inclusão do bioma caatinga na pauta de discussão da conferência, o que vem gerando polêmica em diversos debates, o deputado Dedé Teixeira (PT), presidente da subcomissão de Acompanhamento da Conferência Regional do Meio Ambiente – A Caatinga e a Rio+20, lembrou a realização da I Conferência Regional de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Caatinga, na última semana.
Segundo ele, todo esse trabalho de mobilização que vem sendo feito entre os estados nordestinos é “visando o reconhecimento da caatinga como patrimônio nacional”. “É o único bioma não reconhecido pela nossa Constituição. Temos que lutar por isso, pois é o bioma predominante do Nordeste, e onde vivem muitos nordestinos” salientou.
A coordenadora de Formação Política da Central de Movimentos Populares, Cineide Almeida, afirmou que a conferência não é questionada, e sim sua pauta. Conforme ela explicou, no tocante à sustentabilidade de um modo geral, “é pregado um modelo desenvolvimentista que não causa danos à natureza, quando isso continua a acontecer. Temos as hidrelétricas como exemplo, que avançam cada vez mais para nossas matas, tirando o direito de sobrevivência das comunidades indígenas e ribeirinhas, e destroem a biodiversidade”.
Cineide disse que há outros modelos desenvolvimentistas que merecem destaque na conferência, como a agroecologia e a reforma agrária, por exemplo, “meios que garantem a sustentabilidade da população e não agridem o meio ambiente em demasia”.
O debate, conduzido pelo presidente da Comissão de Juventude da Casa, deputado Júlio César Filho (PTN), contou ainda com a participação de integrantes da Secretaria Municipal de Juventude, da Juventude Socialista Brasileira e da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas de Juventude do Estado.
PE/LF
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