Maioria dos internautas defende a reforma tributária
Por ALECE10/08/2020 15:44 | Atualizado há 9 meses
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O portal da Assembleia Legislativa do Ceará realizou, na semana de 3 a 10 de agosto, enquete questionando aos internautas se a reforma tributária é necessária para o País.
Dos participantes, 91,8% responderam que sim, pois é necessário diminuir o número de impostos, aumentar a taxação sobre grandes fortunas e reduzir o desequilíbrio fiscal entre as regiões. Já 8,2% acreditam que a política fiscal do Brasil é justa, só precisa ser colocado em prática o que determina a legislação atual.
Para o deputado Acrísio Sena (PT), a reforma é uma necessidade que vem sendo protelada há vários governos, razão pela qual a maioria concorda com a necessidade, uma vez que o cidadão, principalmente de classe média, é sobretaxado, pois paga ao mesmo tempo sobre a renda e sobre produtos e serviços.
“A taxação sobre grandes fortunas seria um bom começo para tentarmos equilibrar a balança fiscal, fazendo os que têm mais pagarem mais e os que têm menos darem uma contribuição proporcional aos seus rendimentos. É importante também que a tabela do Imposto de Renda seja revista, aumentando os valores de isenção”, avalia o parlamentar.
O deputado Moisés Braz (PT) defende não só a necessidade da reforma, como também sua urgência. “Somos os campeões da desigualdade, só perdendo para o Catar. Segundo o IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2018, 40% de toda a renda do País estava concentrada na mão dos 10% mais ricos, enquanto a metade da população sobrevivia com R$ 413 por mês, situação que se agravou ainda mais com a pandemia do novo coronavírus. O principal instrumento de perpetuação e aprofundamento dessa desigualdade é o sistema tributário, que despeja a maior parte do peso dos tributos nos ombros dos mais pobres”, justifica.
O parlamentar acrescentou ainda que a proposta deve ter como principal objetivo a promoção da justiça social, invertendo o peso da carga tributária. “Quem ganha mais passa a pagar mais impostos e quem ganha menos passa a pagar menos”, diz. "Somente assim poderemos caminhar rumo à redução da desigualdade no nosso País”, argumenta.
O presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará, Ricardo Coimbra, afirma que a percepção de grande parte da população sobre a urgência da reforma ocorre exatamente pelo alto patamar da carga tributária brasileira. “Se ela ocorrer, dever ser alterada justamente para indivíduos de classe social elevada, aumentando a taxa para o patrimônio de pessoas com maior poder aquisitivo, evitando gerar uma possibilidade de tributação sobre as operações eletrônicas, penalizando os mais desfavorecidos com mais um imposto”, ponderou.
LA/AT
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