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Roberto Mesquita pede que Cid reveja caso dos consignados

Por ALECE
20/04/2012 15:16 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Roberto Mesquita (PV) - Foto: Paulo Rocha

O deputado Roberto Mesquita (PV) pediu, em pronunciamento na sessão plenária desta sexta-feira (20/04), que o governador Cid Gomes reveja o caso dos empréstimos consignados dos servidores públicos estaduais. Segundo ele, o chefe do Executivo teria declarado que não encontrou irregularidade na concessão de créditos pelos estabelecimentos bancários. Que teria rompido o contrato com a gestora do cartão único, ABC e, portanto, o caso estaria encerrado.

O parlamentar disse se sentir incomodado ao “requentar” o assunto. Na sua visão, o caso não estaria totalmente esclarecido. Conforme declarou, ainda é preciso descobrir como se estabeleceu um esquema que favorece um pequeno grupo em detrimento da grande maioria dos servidores do Estado. “Está caracterizado de todas as formas como tráfico de influência. Mas Cid Gomes disse que não encontrou indícios desse tráfico na contratação da ABC, e que nenhum servidor foi enganado.”

Roberto Mesquita avaliou que o funcionário, ao recorrer a esses empréstimos, já está em situação muito difícil, sem ter com quem se socorrer. Por isso, se submeteria a qualquer taxa. O parlamentar admitiu que, se todos os caminhos do processo que redundou “no prejuízo dos servidores” forem realmente percorridos, seria verificado que houve a formação de um esquema, com o objetivo de enriquecimento ilícito “à custa do suor e sangue dos servidores”.

O deputado assinalou ainda que o esquema montado foi previsto pelo jornalista Egídio Serpa, em sua coluna no jornal  Diário do Nordeste nos dias 17 e 20 de maio do ano passado. Portanto, qualquer decisão sobre os empréstimos consignados que viesse a acontecer seria tardia. “Quero pedir com muita humildade que o governador refaça o caminho desde a licitação e descubra o esquema que se instalou para extorquir os servidores.”

Roberto Mesquita disse que um dos caminhos seria verificar o contrato entre o Bradesco e a Promus, onde está escrito que a empresa é contratada pelo banco em caráter de exclusividade.  E que o banco se compromete a não praticar taxas de juros que possam desestimular os servidores públicos a utilizar o serviço.

O deputado Fernando Hugo (PSDB), em aparte, observou que os deputados de situação foram “tratorados” pelo próprio governador. “O Cid Gomes acordou. Agora está precisando lavar o rosto, não pode deixar assim. Estou querendo saber quem colocou o Jabuti no pau e todo o esquema para se enriquecer à custa dos servidores.”
JS/AT

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