Um Lugar de Fala aborda temas como LGBTFobia e linguagem neutra
Por Waldyh Ramos24/02/2023 15:07 | Atualizado há 9 meses
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LGBTFobia, direitos da população LGBTQIAPN+ e a proposta da adoção da linguagem neutra nas salas de aula estarão em pauta no programa Um Lugar de Fala, da TV Assembleia (canal 31.1), desta segunda-feira (27/02), a partir das 9h10.
Para debater esses temas, o programa recebe Gioconda Aguiar, da ONG Mães pela Diversidade. Ela é mãe de Alexandra, uma mulher trans. Gioconda atua ativa e coletivamente, com outras mães, em defesa dos direitos da população LGBT.
Outra convidada é Sílvia Mara Camargo, fundadora do Grupo Mami – Mães de Amor Incondicional, especialista em Sexualidade Humana e em Formação Política para Leigos e Leigas. Sílvia é também assessora de coordenação do grupo católico de acompanhamento pastoral com pessoas LGBTQIAP em Curitiba (PR). Ela lançou recentemente o livro "Um Café na Fronteira: Uma missão de mães cristãs no acolhimento dos filhos LGBTQIA".
E para debater a polêmica proposta da Linguagem Neutra, o programa recebe a psicóloga Letícia Ribeiro, que atua como psicóloga social, psicoterapeuta, produtora cultural, articuladora social e artista e a também psicóloga e professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Ticiana Santiago, doutora em educação brasileira, integrante do Núcleo Cearense de Estudos e Pesquisas sobre a Crianças e o Adolescentes.
VIOLÊNCIA CONTRA PESSOAS TRANS
A homofobia é criminalizada no Brasil desde junho de 2019. A lei contempla atos de discriminação por orientação sexual e identidade de gênero. Apesar de a pauta em defesa dos direitos da população LGBTQIAPN ter ganhado maior destaque nos últimos anos, a realidade dessas pessoas ainda está longe de um cenário ideal no País. Elas ainda são vítimas de todo tipo de violência, seja física, psicológica ou comportamental.
De acordo com a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), cerca de 20 milhões de brasileiros e brasileiras, ou seja, 10% da população, se identificam como pessoas LGBTQIAPN. Quase a totalidade (cerca de 92,5%) relataram o aumento da violência nos últimos anos, segundo pesquisa da Organização de Mídia, Gênero e Número.
O estudo aponta que esses dados estão atrelados à chegada de Jair Bolsonaro à Presidência da República. Desde 2018, 51% das pessoas LGBTQIA+ relataram ter sofrido algum tipo de violência motivada pela orientação sexual ou identidade de gênero. Conforme a pesquisa, 94% delas sofreram violência verbal e em 13% das ocorrências as pessoas sofreram violência física.
A pesquisa revela ainda que, em comparação com os Estados Unidos, por exemplo, as pessoas trans no Brasil correm um risco 12 vezes maior de sofrer morte violenta do que as norte-americanas.
Esse é apenas um dos levantamentos que apontam o Brasil com um país que mais mata pessoas trans.
Com produção de Suely Frota e apresentação das jornalistas Cibele Couto, Janaína Gouveia e Luciana de Andrade, Um Lugar de Fala é exibido às segundas-feiras, a partir das 9h10, com transmissão pela TV Assembleia, FM Assembleia (96,7MHz) e YouTube.
A reprise acontece às 22h na segunda-feira, 21h30 na quarta, 20h30 na sexta e 22h no sábado.
Edição: Clara Guimarães
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