Apóstolo Luiz Henrique cobra debates sobre saúde mental infantil
Por ALECE27/02/2019 13:21 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Apóstolo Luiz Henrique (PP) manifestou preocupação, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (27/02), com a problemática da saúde mental, sobretudo quando atinge crianças. O parlamentar repercutiu matéria publicada pelo jornal Diário do Nordeste, abordando o tema e apontando que a cidade de Fortaleza registra quatro internações infantis por dia, devido a transtornos mentais e comportamentais.
Para o deputado, são muitos casos de crianças que já sofrem com esquizofrenia e até apresentam tendências suicidas, o que exige um cuidado por parte de toda a sociedade. “São crianças cada vez mais bombardeadas em suas emoções, que estão sendo abandonadas em comunidades sem pais ou com pais envolvidos em tráfico de drogas”, lamentou.
Na avaliação do deputado, é necessário discutir a questão, com o envolvimento do Poder Legislativo e do Executivo. “Precisamos debater aqui nesta Casa o tema, discutir com o Governo o que podemos fazer para cuidar destas crianças, que devem ser preservadas, mas estão sendo atormentadas, violadas dentro do próprio lar”, salientou o Apóstolo. Ainda de acordo com ele, “ações de prevenção precisam ser adotadas pelos poderes públicos voltadas à saúde mental dos jovens”.
Em aparte, a deputada Dra. Silvana (PR) defendeu a realização de uma audiência pública para debater o tema. “Sugiro que apresentemos na Comissão de Saúde da Casa um requerimento de audiência para ouvirmos a Secretaria de Saúde do Estado sobre a questão e façamos todos os levantamentos pertinentes ao problema”, pontuou.
O deputado Salmito (PDT) assinalou que toda política pública perpassa pelo tema da infância, e que é importante os poderes públicos olharem com atenção as particularidades que envolvem esta área.
Já a deputada Patrícia Aguiar (PSD) parabenizou o Apóstolo Luiz Henrique pela relevância do tema apresentado na tribuna. “A questão das doenças de natureza emocional, que atingem milhares de crianças no Estado e que já sofrem de pânico e crises de ansiedade, tem uma repercussão até no rendimento escolar destes jovens”, considerou. Segundo a deputada, muitas destas crianças são fruto de lares desajustados, implicando nestas doenças, já que são seres mais delicados e em fase de formação da personalidade.
RG/AT
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