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Capitão Wagner alerta para número de agentes de segurança assassinados

Por ALECE
17/11/2016 14:25 | Atualizado há 11 meses

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Dep. Capitão Wagner (PR) Dep. Capitão Wagner (PR) - Foto: Máximo Moura

O deputado Capitão Wagner (PR) chamou a atenção para o fato de 30 agentes da área de segurança pública terem sido assassinados neste ano no Ceará. Em pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (17/11), o parlamentar ponderou que nem todas as mortes tiveram características de execução, mas avaliou que “em alguns casos houve caçada a policiais”.

Do total de agentes mortos, 24 eram policiais militares, três policiais civis, um policial rodoviário federal e dois agentes penitenciários. De acordo com Capitão Wagner, o sargento George Sousa, morto na última segunda-feira (14/11), estava de serviço em um albergue, trabalho que deveria ser feito por agente prisional.

O parlamentar frisou que, após o assassinato, foi determinada a proibição de qualquer policial conversar com presos. “Há uma inversão de valores. A Justiça protege os bandidos e desprotege a sociedade”, avaliou.

Capitão Wagner também citou o assassinato do delegado Aldízio Ferreira Santiago, no bairro Maraponga, em Fortaleza, na última terça-feira (15/11). O autor do crime havia sido preso anteriormente, mas foi liberado em audiência de custódia, segundo o parlamentar.

Para Capitão Wagner, os presos estão completamente à vontade nos presídios. “Eles ditam como devem permanecer nos presídios. Se determina usar tranca nas celas, eles realizam motim, e os presos ficam novamente livres”, criticou.

O bloqueio de celulares nos presídios é uma medida que já deveria ter sido adotada pelo Governo, na avaliação de Capitão Wagner.  “O Governo poderia já ter adotado medidas, mas a sociedade está completamente à mercê do crime. Faltou coragem de efetivar uma medida simples, sem qualquer alarde”, criticou.

De acordo com Capitão Wagner, é necessário que o Poder Judiciário também promova mudanças. “Quase 50% dos assassinatos são praticados por pessoas que foram devolvidas à liberdade pelas audiências de custódia. Uma só juíza liberou 39 criminosos em quarenta audiências realizadas. Isso causa sensação de completa impunidade”, avaliou.

O deputado pediu ainda que seja instalada, o mais rápido possível, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para promover investigação do narcotráfico no Ceará. 

Em aparte, o deputado Fernando Hugo (PP) disse que a situação é séria e defendeu um debate mais amplo. “O que eu vejo é péssimo, e a gente não sabe como será o dia de amanhã”, lamentou.

JS/GS

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