Carlos Felipe apoia fim da eletroconvulsoterapia no Estado
Por ALECE26/09/2019 13:55 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Carlos Felipe (PCdoB) ressaltou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (26/09), a importância de aprovar o projeto de lei que veda a comercialização de equipamentos para tratamento de eletrochoque no Estado.
O parlamentar apoiou e pediu atenção ao projeto de lei 317/19, de autoria do deputado Renato Roseno (Psol), que impede a comercialização de aparelhos para realização de eletroconvulsoterapia para tratamentos psiquiátricos e proíbe a aquisição desses equipamentos pelo Governo do Estado. O projeto propõe, porém, que sejam feitos investimentos na atenção básica.
“Esse projeto precisa ser apreciado e aprovado por essa Casa. Como médico, não posso dizer que não há casos em que o tratamento seja indicado, porém acredito que é importante investir na atenção básica de saúde, fortalecendo a área de saúde mental, como os Centros de Atendimento Psicossocial (Caps)”, explicou.
Carlos Felipe destacou nota técnica de um grupo de estudo de Santa Catarina, estado em que o tratamento de choque já foi abolido. O documento afirma que a técnica traz riscos e há controvérsias na eficácia desse tipo de método, por isso deve ser utilizado com muita cautela. “O procedimento com eletrochoque é quase uma cirurgia. Traz risco ao paciente. Alguns têm espasmos e muitos outros efeitos colaterais. É perceptível que o cognitivo desses pacientes é afetado”, alertou.
O deputado parabenizou ainda o enfrentamento que o governador Camilo Santana tem feito ao crime diante da recente onda de ataques criminosos no Estado. “Quero deixar claro que a paz social só será alcançada quando tivermos uma sociedade mais humana, diminuir a desigualdade e investir em educação de qualidade. Isso o Governo do Estado tem feito, incentivando sempre os estudantes e os qualificando para o mercado de trabalho”, destacou.
O deputado Fernando Hugo (PP), em aparte, destacou a necessidade de aprimorar os atendimentos nos Caps e evitar a superlotação de hospitais mentais, como o de Messejana. “Nesse momento em que estamos discutindo isso aqui, há muitos pais atrás de leitos para seus filhos que estão em crise. E é nesse momento de crise que esses tratamentos podem estar sendo utilizados. Porém, é preciso fortalecer nosso sistema de saúde e a qualificar ainda mais os profissionais”, disse.
GS/LF
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