Dr. Santana avalia crise institucional brasileira
Por ALECE17/11/2016 13:45 | Atualizado há 11 meses
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O deputado Dr. Santana (PT) falou, em pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (17/11), sobre a crise institucional que o Brasil vem atravessando.
“O que aconteceu ontem nos acende uma luz vermelha. Assistimos a um ato que reuniu pessoas com o objetivo de lutar contra a democracia, pedindo a implantação de uma ditadura militar. Uma manifestação muito agressiva. Usaram palavras de baixo calão e interromperam uma sessão plenária na Câmara Federal”, criticou.
Dr. Santana também citou outros fatos ocorridos nesta quarta-feira (16/11), como o desentendimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, a tentativa de invasão à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e a agressão sofrida pelo jornalista Caco Barcellos, da Rede Globo.
“O bate-boca entre os ministros evidencia uma grave crise no nosso Poder Judiciário causada pela partidarização; manifestantes invadindo casas legislativas, um repórter agredido por estar fazendo o seu trabalho - não é porque discordo da emissora que posso agredir um funcionário seu”, afirmou Dr. Santana.
O parlamentar lamentou ainda censura feita ao Jornal O Povo, impedido de publicar nome de juiz supostamente envolvido em venda de liminares no Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). Ele informou que haverá uma reunião nesta quinta-feira (17/11) para avaliar o panorama político do País, a partir das 18h30, na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Em aparte, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) avaliou que é muito difícil o atual governo ter legitimidade para enfrentar a atual crise. “Talvez novas eleições acalmassem o nosso povo. Vamos unir a sociedade para um novo planejamento social. Não há como ter expectativas para o Brasil com o sistema em que vivemos”, opinou.
Para a deputada Dra. Silvana (PMDB), os episódios ocorridos no Rio de Janeiro retratam a insatisfação da população com a má administração dos recursos públicos. “Os funcionários não conseguem receber seus salários por conta da desorganização do Governo”, ressaltou.
LA/GS
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