Dra. Silvana avalia efeitos da Lei Maria da Penha
Por ALECE07/08/2019 14:22 | Atualizado há 10 meses
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A deputada Dra. Silvana (PR) avaliou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (07/08), os efeitos de combate à violência contra a mulher, após 13 anos de sanção da Lei Maria da Penha.
Para a parlamentar, mesmo com a Lei em vigor, os casos de violência contra a mulher não têm reduzido. “Infelizmente os números não têm diminuído, pois as mulheres continuam sendo acuadas e vítimas dos mais diversos tipos de violência. Somos seis mulheres parlamentares aqui e precisamos falar mais sobre esse assunto”, defendeu.
Dra.Silvana declarou ainda que, como mulher cristã, acredita no conhecimento da Bíblia como uma ferramenta no combate à violência contra a mulher. “Quero lembrar aqui que a Bíblia nada tem de machista. Jesus enfrentou preconceitos, pregando o respeito à mulher. E é assim que acredito que temos que trabalhar. Ensinando nossos filhos homens a respeitar a mulher e a tratá-la como Jesus ensinou”, acrescentou.
Em aparte, o deputado Fernando Hugo (PP) afirmou que, com a Lei Maria da Penha, houve uma piora quantitativa nas agressões. “Temos que educar ainda na infância, para que na juventude e fase adulta aquele indivíduo entenda que a mulher é ser humano como o homem, tem de ser respeitada. Jesus nos deu o maior exemplo, chamando Maria Madalena para lhe acompanhar, quebrando todo e qualquer tipo de marginalização que se postava contra mulheres”, sugeriu.
Já o Apóstolo Luiz Henrique (PP) reforçou o discurso de que a Igreja trata a todos de forma igual, e que se evangélicos, espíritas, católicos ou judeus tratam a mulher de forma desrespeitosa, não se pode generalizar a religião ao qual pertence. “Criam dogmas como se nós não tratássemos as mulheres com respeito. O problema é de quem faz, portanto, não podemos generalizar”, alertou.
Já o deputado Nelinho (PSDB) disse que acredita no poder da Lei para mudar esta realidade. “Espero que possamos enrijecer as leis para essas pessoas que não respeitam nossas mulheres paguem pelos seus crimes”, salientou.
LA/AT
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