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Dra. Silvana diz que irá apresentar projeto propondo 'toque de recolher'

Por ALECE
21/02/2018 16:28 | Atualizado há 10 meses

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Deputada Dra. Silvana Deputada Dra. Silvana - Foto: Máximo Moura

A deputada Dra. Silvana (MDB) afirmou, durante o segundo expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (21/02), que está preparando um projeto de lei para auxiliar na prevenção ao consumo de drogas por adolescentes, utilizando o artifício do chamado "toque de recolher". Ela afirma que a matéria - que pretende apresentar à Casa na semana que vem -, não obstante possa causar polêmica, segue modelo de sucesso adotado na Islândia, para ela, "um exemplo para o resto do mundo”.

Para a deputada, a "família está falida" em termos de educação doméstica. O projeto, conforme salientou, é um pacto entre pais, escolas e governos para complementar a educação dos jovens em idade escolar. “Lá na Islândia foi baixado toque de recolher, proibindo crianças de três a 16 anos de circular após as 23 horas”, relatou.

Para a deputada, isso trouxe uma oportunidade de resgate social associado à educação. “As escolas profissionalizantes foram multiplicadas no Ceará. Mas o fato de os pais muitas vezes não saberem para onde foram seus filhos ou se estão bem acompanhados faz com que apenas a escola não seja suficiente para reduzir os níveis de consumo de drogas”, justificou. 

De acordo com Dra. Silvana, sem o acompanhamento dos pais, os jovens podem estar sendo contaminados com drogas, ou, se já forem usuários, podem contaminar alguém. “Se existir esse pacto, teremos o impacto necessário para transformar uma sociedade”.

Segundo a parlamentar, o toque de recolher não pode ser confundido com uma violação de direito à liberdade. Ela acentuou que as facções estão nas ruas cooptando jovens, que facilmente podem desencaminhá-los para as drogas e para o crime.

Dra. Silvana acrescentou que é preciso ter coragem para enfrentar a questão, independente do que é arguido por pessoas que defendem as diretrizes daquilo que é tido como “politicamente correto”. Ela lembrou que investiu na criação e na educação dos seus próprios filhos e espera que todos os pais também sejam capazes de impor limites aos próprios filhos. “Nós somos responsáveis por revolucionar a nossa época”, argumentou.

JS/PN

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