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Ely Aguiar lamenta morte do humorista Fonseca Neto

Por ALECE
03/05/2018 14:17 | Atualizado há 10 meses

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Deputado Ely Aguiar Deputado Ely Aguiar - Foto: Paulo Rocha

O deputado Ely Aguiar (PSDC) lamentou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (03/05), a morte do humorista Fonseca Neto, o “Fonsequinha”, assassinado na noite da última quarta-feira (02/05).

De acordo com o parlamentar, Fonseca Neto, 52 anos, estava trabalhando como motorista de aplicativo de transporte particular quando foi chamado para uma corrida. O passageiro, que estaria sendo ameaçado de morte por uma facção criminosa, foi alvejado por dois homens no Planalto Ayrton Senna. Os tiros acabaram atingindo Fonseca, e ambos vieram a óbito. “Mais um trabalhador inocente e pai de família foi assassinado quando tentava aumentar seu ganha-pão. Bandidos chegaram numa moto e atacaram o carro”, relatou.

Apresentando sua solidariedade à família do humorista, que também trabalhou como repórter de emissoras de TV do Estado, Ely Aguiar afirmou que o Ceará amanheceu mais triste. “O humor cearense está de luto, e nosso Estado, que é reconhecido pelo humor, está tomado pela tristeza. Quem aguenta viver num estado onde o governo não consegue conter a violência?”, questionou.

O deputado citou ainda números referentes aos assassinatos no Ceará em 2018, afirmando que, somente no último fim de semana, 51 pessoas foram assassinadas. Além disso, expôs o parlamentar, quase 200 mulheres foram vítimas de assassinato no ano de 2018. Ele acrescentou ainda que não se calará diante dos fatos, pois tem um compromisso com o povo do Ceará, e não aceitará uma “matança” fora de controle.

Ely Aguiar ressaltou ainda que não está se aproveitando do momento para fazer política, pois sempre apresentou projetos voltados para a segurança pública. “Falam que é se aproveitar do momento para fazer política. Mas aqui não tem só crítica, todos sabem dos projetos que apresentei: Batalhão de Divisas, rabecão para cidades com mais de 70 mil habitantes e inutilização de armas apreendidas”, frisou.

Em aparte, o deputado Carlos Matos (PSDB) criticou a mudança de discurso por parte dos deputados da base do governista. “Primeiro, disseram que o Governo já tinha feito tudo o que podia, depois afirmaram que era só bandido matando bandido. Sabemos que não é, e, ainda que fosse, cada vida interessa”, reclamou.

Já o deputado Ferreira Aragão (PDT) informou ao deputado Ely Aguiar que já existe uma lei sobre destruição de armas apreendidas.

LA/PN

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