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Fernando Hugo critica atuação do MPE nos meses que antecedem as eleições

Por ALECE
14/06/2018 13:57 | Atualizado há 10 meses

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Deputado Fernando Hugo Deputado Fernando Hugo - Foto: Paulo Rocha

O deputado Fernando Hugo (PP) abriu o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (14/06) com uma crítica ao Ministério Público Eleitoral (MPE). De acordo com ele, o órgão não está fazendo a fiscalização adequada dos candidatos nas próximas eleições. Ele afirmou que, desde novembro do ano passado, tem denunciado que há candidatos ricos e/ou apadrinhados por forças estruturais municipais, estaduais ou da União.

O parlamentar disse ter chegado a essa constatação ao refletir sobre a grande quantidade de votos nulos ou em branco no último pleito. Em algumas cidades ou estados, o número de abstenções ultrapassava a quantidade de votos dos candidatos vencedores.

Sobre esse assunto, Fernando Hugo afirmou que o ato de não votar por descrença na política, assim como “a ideia de considerar todos os políticos como iguais, ladrões” estão calcados numa “lógica imbecil”.

“Essa omissão é que possibilita que os ricos abram seus caminhos dentro da vida pública, associando-se com políticos e com via aberta para comprar e cooptar políticos, partidos e eleitores”, disse.

Toda essa situação, conforme observou, já vem acontecendo há anos e não irá mudar tão cedo, haja vista que o Congresso Nacional nunca aprovou uma reforma política ou partidária verdadeira.

Em aparte, o deputado Roberto Mesquita (Pros) afirmou que a corrupção, hoje, acontece com a chancela de Prefeitura, Estado e demais instituições. A proibição da doação realizada por pessoas jurídicas às campanhas, segundo ele, levou o Congresso a adotar outra medida para angariar recurso, no caso, a criação do Fundo Eleitoral.

De acordo com o parlamentar, “foram retirados cerca de R$ 1,7 bilhão de emendas de bancada para saúde e infraestrutura e jogaram nesse Fundo Eleitoral para abastecer as campanhas”, lembrou, criticando o que, para ele, seria uma omissão do Ministério Público Eleitoral em relação ao assunto.

PE/PN

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