Osmar Baquit defende liberação de bebidas em estádios
Por ALECE09/05/2019 15:03 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Osmar Baquit (PDT) defendeu a liberação de bebidas alcoólicas nos estádios na sessão plenária desta quinta-feira (09/05). O parlamentar utilizou o seu tempo do primeiro expediente para argumentar em favor da medida. Na avaliação dele, a bebida alcoólica não influencia nos crimes e violências cometidas nos estádios.
Para o parlamentar, a bebida e o futebol são uma questão cultural da sociedade e sua discussão deve considerar a opinião dos torcedores, pois são eles que frequentam nos estádios.
“O problema é que estão confundindo torcedor com marginal, e não tem nada a ver. O cara que quer cometer crime vai cometer no estádio ou em qualquer lugar. Isso não tem nada a ver com o álcool”, opinou.
A violência, conforme observou, acontece geralmente nos terminais de ônibus, envolvendo criminosos armados. “Aí, mais uma vez, nada tem a ver com as bebidas, passa a ser uma questão de segurança e disciplina”, disse.
Em aparte, o deputado Apóstolo Luiz Henrique (PP) disse que os crimes que forem cometidos nos estádios por pessoas alcoolizadas deverão cair na conta daqueles que aprovaram o projeto de liberação das bebidas.
O deputado Evandro Leitão (PDT), por sua vez, acusou Apóstolo Luiz Henrique de tentar intimidar os parlamentares favoráveis à medida. “É razoável ele sugerir isso? É a mesma coisa de um crime ser cometido na igreja e colocarmos a culpa no pastor”, respondeu.
A deputada Dra. Silvana (PR) partiu em defesa de Apóstolo Luiz Henrique e reiterou que os parlamentares serão responsáveis pelos crimes associados à venda de bebidas durante os jogos de futebol. “Da mesma forma que é culpa do médico quando seu paciente morre”, relacionou.
Já o deputado João Jaime (DEM) afirmou que se proibir bebidas em estádios, deve-se proibir também em todos os espaços públicos. “Podemos discutir a proibição do álcool de um modo geral, em todos os lugares, mas proibir somente em alguns nichos em detrimentos de outros não é razoável”, ponderou.
PE/LF
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