Rachel Marques lamenta crescimento da mortalidade infantil no Brasil
Por ALECE16/05/2018 14:13 | Atualizado há 10 meses
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A deputada Rachel Marques (PT) lamentou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativadesta quarta-feira (16/05), o aumento de 11% da mortalidade infantil no Brasil em 2016, divulgado pelo Observatório da Criança e do Adolescente da Fundação Abrinq e publicado no jornal Valor Econômico.
Para a parlamentar, o resultado é fruto da interrupção de diversas políticas públicas desenvolvidas nos governos Lula e Dilma e da má gestão do presidente Michel Temer. “A crise econômica, com o congelamento de 20 anos dos recursos para a área da saúde, interferiram diretamente em programas sociais como Bolsa Família, Mais Médicos e Rede Cegonha”, opinou.
A petista recordou ainda o compromisso do Brasil, em 2012, com o Objetivo do Milênio da Organização das Nações Unidas (ONU), de aplicar políticas públicas para a redução da mortalidade infantil. “Em 2015, o Brasil atingiu a marca de corte de dois terços nos índices de mortalidade, reduzindo em 73% a taxa, e foi um dos 62 países que conseguiram alcançar o Objetivo”, lembrou com orgulho.
Rachel Marques repudiou o crescimento da taxa e afirmou que o “governo golpista” continua retirando direitos e cortando recursos, o que vem refletindo principalmente na vida das crianças. “Esse tema precisa de muita atenção nossa. Não podemos ficar calados sabendo de números como esses”, criticou.
Em aparte, o deputado Moisés Braz (PT) disse que, por décadas, os brasileiros conviveram com um alto número de mortalidade infantil, conseguindo reduzi-los nos governos Lula e Dilma. “Agora vemos o Brasil mais uma vez entrar nesse triste caminho. Acompanhamos a imprensa e nos envergonhamos cada vez mais desse presidente que coloca nosso País novamente no mapa da fome e da mortalidade infantil”, reclamou.
Para o deputado Leonardo Pinheiro (PP), o Brasil está indo na contramão de outros países que vêm se desenvolvendo e reduzindo taxas como essas. “Nós estávamos realmente indo bem nos últimos governos no que se refere a políticas sociais. E isso não é um item isolado, mostra o retrocesso nas mais diversas áreas”, apontou.
LA/AT
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