Oradores

Renato Roseno aponta desigualdade social na pandemia do coronavírus

Por ALECE
23/07/2020 15:08 | Atualizado há 10 meses

Compartilhe esta notícia:

Deputado Renato Roseno Deputado Renato Roseno - Foto: Edson Júnio Pio

O deputado Renato Roseno (Psol) se solidarizou, no primeiro expediente da 25º sessão ordinária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (23/07), com as 83 mil famílias que perderam entes para o coronavírus de 16 de março até hoje.

“Nossa geração foi atravessada por uma crise de caráter planetário que não atingiu a todos da mesma maneira. Nossa sociedade, baseada no acúmulo de riquezas e consumismo desenfreado, assiste a uma crise sanitária, social, econômica, política e ambiental por conta da desigualdade”, assinalou.

O parlamentar apontou que no Ceará, a desigualdade social ficou “escancarada” com a pandemia do Covid-19. “Desigualdade não apenas de renda, mas de acesso, poder e condições de vida”, disse.

Renato Roseno criticou o Governo Federal pela falta de políticas para combater a pandemia. “O Governo Bolsonaro foi aliado da pandemia. O presidente desdenhou da doença. Dos R$ 500 milhões que foram aprovados em crédito extraordinário no Congresso, apenas 43% foram executados. Menos da metade”, lamentou.

O deputado salientou a necessidade de definir diretrizes sanitárias para as atividades educacionais. “Eu queria abrir o debate com a base do Governo. Tive um projeto rejeitado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, mas, precisamos aprovar essas diretrizes sanitárias. Aprovar cuidado ao professor e alunos. Atualmente, cerca de 200 escolas no Ceará, por exemplo, não têm água potável. Isso precisa ser corrigido”, afirmou.

O parlamentar parabenizou ainda o governador Camilo Santana, pela gestão do Ceará, durante o estado de emergência na saúde. “Camilo ouviu os pesquisadores, a ciência e valorizou os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e demais”, frisou.

Renato Roseno ressaltou também a necessidade de fazer um movimento, junto ao governador, para um requerimento sobre uma renda universal para dar apoio aos miseráveis e aos que passam fome. “A fome voltou junto à pandemia e a política de Governo Bolsonaro. É nossa obrigação lutar para combater a desigualdade que voltou com força. Precisamos mostrar que quanto maior e melhor a educação pública, a saúde pública a distribuição de renda, melhor é a sociedade”, afirmou.

O deputado parabenizou todos os profissionais que trabalharam durante a pandemia e lembrou a morte de sua mãe, Maria Valda Roseno, que faleceu no dia 14 de maio deste ano, vítima de câncer.
GM/AT

Veja também