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Renato Roseno critica proposta da reforma da Previdência

Por ALECE
01/03/2019 13:45 | Atualizado há 10 meses

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Deputado Renato Roseno Deputado Renato Roseno - Foto: Edson Júnior Pio

O deputado Renato Roseno (Psol) criticou, no primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (01/03), a proposta da reforma da Previdência entregue ao Congresso pelo presidente Jair Bolsonaro.

Para o parlamentar, a Previdência deve ser entendida como um pacto civilizatório em que as gerações que trabalham contribuem com as gerações que já trabalharam, porém a proposta apresentada não estaria “a favor da população”.

Ainda de acordo com Roseno, a proposta é danosa para muitas categorias, em especial para os professores e trabalhadores rurais. Em 2030, conforme acrescentou,  a população de idosos será de 17%. "Agora, imaginem uma trabalhadora rural se aposentando com 60 anos e o trabalhador com 65”, frisou.

O deputado alertou ainda para o fato de que 173 dos 184 municípios cearenses têm arrecadação própria duas ou três vezes menor que os benefícios sociais. “Essa proposta é ruim para os mais pobres, para os professores, servidores públicos, mas, principalmente para os nordestinos. Ela não é solidária. Empobrece os mais pobres”, afirmou.

Em aparte, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) afirmou que a proposta destrói totalmente a economia. “Ela aumenta a desigualdade social do País, o que vai refletir no capital de vendas. Proponho que esta Casa apresente uma moção de repúdio”, salientou.

O deputado Soldado Noélio (Pros) disse que apesar de ter apoiado o presidente Jair Bolsonaro, é totalmente contra o modelo de Previdência proposto. “Percebi que a grande maioria em Brasília não é favorável. No que depender de nós, vamos modificar esse cenário e humanizar a proposta”, declarou.

O deputado Guilherme Landim (PDT) pediu que os colegas deputados cobrassem dos representantes federais para que impeçam a aprovação da proposta, pois a população continuaria sendo penalizada.

“Colocar quem ganha dinheiro com banco para cuidar da economia brasileira? É botar raposa pra vigiar galinheiro”, avaliou.

Os deputados Walter Cavalcante (MDB) e Queiroz Filho (PDT) concordaram que a proposta precisa ser amplamente discutida.
LA/AT

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