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Renato Roseno denuncia desmonte dos Correios a partir de sua direção

Por ALECE
28/08/2018 15:18 | Atualizado há 10 meses

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Deputado Renato Roseno Deputado Renato Roseno - Foto: Edson Júnior Pio

O deputado Renato Roseno (Psol) trouxe uma denúncia à tribuna da Assembleia Legislativa, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Casa desta terça-feira (28/08). De acordo com ele, a direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) está promovendo um desmonte do serviço, o qual qualifica como “patrimônio público brasileiro”.   

Conforme o parlamentar, o Sindicato dos Trabalhadores em Correios (Sintect/CE) tem repassado informações “estarrecedoras”. Segundo esses relatos, explanou o deputado, há uma intenção consciente de promover o desmonte da empresa, visando sua privatização.

Renato Roseno informou que os trabalhadores da ECT denunciaram “autosabotagem” orientada pela direção, no sentido de realizar, por exemplo, entregas de encomendas, deixando a entrega de faturas em segundo plano.

Os colaboradores, de acordo com Roseno, tentaram iniciar uma greve “na intenção de defender não só seus direitos, mas também a qualidade do serviço”, mas foram barrados pela direção. Esta, conforme explicou, seguiu orientação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que sugeriu medidas “draconianas” contra a atuação dos grevistas.

O deputado afirmou que as denúncias merecem investigação. Esse movimento, conforme avaliou, reflete uma tentativa de privatizar a ECT, deixando aberto uma espécie de "filão" para que empresas privadas possam assumi-la. Ele afirmou, inclusive, que já há organizações transnacionais, com matriz estadunidense, com interesse nisso.

“O movimento é o mesmo de sempre: diminuem o serviço, fecham postos de atendimento, precarizam o trabalhador, colocam a sociedade contra a empresa e seus funcionários, e concluem que a solução é privatizar”, avaliou, salientando que “a população não deve ser ingênua”.

Renato Roseno defendeu a revitalização do órgão, e o colocou como de fundamental importância para as comunicações do País. “Reflitam sobre a quem interessa fazer com que as pessoas não recebam suas faturas e paguem suas contas, e quais as intenções por trás disso”, propôs.

PE/PN

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