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Renato Roseno repudia agressão contra trabalhadores da construção civil

Por ALECE
02/08/2018 15:52 | Atualizado há 10 meses

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Deputado Renato Roseno Deputado Renato Roseno - Foto: Edson Júnior Pio

O deputado Renato Roseno (Psol) manifestou, nesta quinta-feira (02/08), durante o segundo expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, apoio aos trabalhadores da construção civil do Estado, que, na última quarta-feira (01/08), teriam sido alvejados em um canteiro de obra. Segundo ele, o fato aconteceu em razão de uma animosidade por parte do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon), em razão da campanha salarial dos trabalhadores, que não aceitaram a proposta patronal. 

“Quero me solidarizar com os operários e o sindicato da construção sindical. Precisamos da máxima atenção a esse caso, para que não aconteça novamente”, externou.

De acordo com o parlamentar, os trabalhadores voltavam a um canteiro de uma obra da Novais Engenharia e encontraram-se com um segurança armado. “E, ao ser interpelado pelos trabalhadores, o segurança desferiu 12 tiros dentro do canteiro de obras. Há testemunhas que atestam mais tiros, colocando em risco a vida dos trabalhadores que lá se encontravam e da vizinhança”, relatou, lembrando que a greve já estava suspensa e os trabalhadores retornaram às atividades.

O parlamentar classificou a postura como “aviltante, autoritária, agressiva e irresponsável”. “Isso é um absurdo, atenta contra qualquer parâmetro do razoável. Ontem poderia ter havido uma tragédia. Não há nada que justifique tamanho autoritarismo”, disse.

Roseno cobrou providências à Polícia Federal e à Secretaria de Segurança Pública para investigar o caso. “Há responsabilidade de cunho civil e criminal. Quero repudiar atos de violência como esse, desferidos contra trabalhadores no seu legítimo direito de reclamar”, avaliou. O parlamentar informou que já fez as representações necessárias às autoridades federais e estaduais. “Estamos agora, neste exato momento, por meio da nossa assessoria jurídica, protocolando uma ação, e os responsáveis têm que ser cobrados na medida das suas responsabilidades perante a lei”, cobrou.

LS/PN

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