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Soldado Noelio critica condução da CPI das Associações Militares

Por ALECE
07/04/2022 15:28 | Atualizado há 10 meses

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Deputado Soldado Noélio Deputado Soldado Noélio - Foto: Edson Júnio Pio

O deputado Soldado Noelio (Pros) criticou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, realizada pelo sistema híbrido, nesta quinta-feira (07/04), a forma como está sendo conduzida a comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investiga o financiamento de associações ligadas a policiais e bombeiros militares no Ceará.

Para o parlamentar, a proximidade do período eleitoral seria o motivo para a conduta dos interrogatórios durante as reuniões. “Estamos perto das eleições e sabemos que os ataques àqueles que fazem a oposição ao Governo vão começar. Mas estão usando o puro discurso politiqueiro para acusar o deputado federal Capitão Wagner (União Brasil-CE) de criminoso e miliciano, e acredito que, se houvesse qualquer suspeita, ele já deveria ser investigado pela Justiça”, opinou.

A CPI tem tido como objetivo gerar manchete política e desgastar a imagem do maior adversário do grupo politico que está no poder atualmente, segundo avaliou o deputado. “Disseram que a CPI atuaria de forma justa e respeitosa, mas, no primeiro depoimento, tentam induzir o cidadão a acreditar que saques feitos por parte de associações foram ilícitos.

Soldado Noelio cobrou uma investigação séria por parte dos membros da comissão e frisou a importância da apresentação de provas para as acusações feitas. “Estão expondo trabalhadores a situações vexatórias sem quaisquer provas. Há prova de que houve um saque para a associação? Eu quero uma CPI séria, com provas de ilicitude. Queria ver isso na CPI da Enel ou em relação ao Acquario. Pois se a prova é o saque, mostrem a ilicitude nesses gastos. No processo judicial em que o Governo pediu a suspensão da atividade das associações, a juíza concluiu que não houve uso indevido dos recursos”, afirmou.

Em aparte, o deputado Heitor Férrer (SD) sugeriu que a CPI estava apenas atrás de um culpado. “Tudo está resolvido quando se acha um culpado. Mediocridade sebosa a do Governo do Estado querendo relacionar o motim com o deputado Capitão Wagner e responsabilizá-lo pela violência do Ceará. Então vamos arranjar um culpado pela pobreza do Estado."

LA/AT

 

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