Deputados defendem manutenção de direitos trabalhistas no País
Por ALECE02/05/2016 11:49 | Atualizado há 9 meses
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O Dia do Trabalhador, comemorado no domingo (01/05), foi marcado por comemorações e manifestações em defesa da manutenção e ampliação de direitos trabalhistas. Criada em 1943, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) é alvo de críticas por parte de empresários, mas é defendida por trabalhadores e sindicalistas que temem a perda de conquistas históricas, como o 13º salário.
Para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Zezinho Albuquerque (PDT), os direitos dos trabalhadores devem ser considerados invioláveis. O parlamentar avalia que qualquer alteração na legislação trabalhista deve ser debatida com cautela. “São milhões de pessoas que dependem desses benefícios e das conquistas adquiridas há anos. Claro que existe a necessidade de atualização, em virtude das novas profissões e da modernização nas relações de trabalho. Mas acredito, no entanto, que não pode haver retrocesso”, afirma.
Já o presidente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) da Assembleia Legislativa, Agenor Neto (PMDB), parabeniza os trabalhadores pela data e diz que o compromisso do Colegiado é “trabalhar pela defesa dos direitos de toda a classe trabalhadora, sempre buscando a construção de um futuro melhor para todos”.
O deputado Renato Roseno (Psol) lembra que a data tem o significado histórico de ser “um dia de luta dos trabalhadores e trabalhadoras”. Na avaliação dele, está havendo uma tentativa de ataque aos direitos trabalhistas com o objetivo de aumentar o lucro dos empregadores. “Não é algo que melhora a vida do trabalhador”, adverte.
A escolha da data para comemorar o Dia do Trabalho remete a 1º de maio de 1886, quando trabalhadores de Chicago, nos Estados Unidos, fizeram uma manifestação nas ruas da cidade para reivindicar a redução da carga horária de trabalho.
No mesmo dia, os trabalhadores americanos fizeram uma greve geral no país. Esses protestos ficaram conhecidos como a Revolta de Haymarket. Nos dias 3 e 4 de maio, manifestantes e policiais entraram em conflito, o que resultou em morte e em dezenas de pessoas feridas.
O dia também marca a criação da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) por Getúlio Vargas, em 1º de maio de 1943.
GS/AT
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