Fernando Hugo lamenta desinteresse da população por política
Por ALECE24/06/2014 14:18 | Atualizado há 9 meses
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Durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (24/06), o deputado Fernando Hugo (SD) lamentou resultado da pesquisa CNI-Ibope, revelando que 55% das pessoas estariam desinteressadas nas eleições de outubro para a escolha do novo presidente, de governadores, senadores e deputados.
“É uma cota altíssima de brasileiros que não têm interesse pela mola motriz maior que é a eleição. É no processo eleitoral que se encaminhará a solução para a qualidade de vida ser diferente. Essa massa enorme de desinteressados choca tremendamente”, disse. Fernando Hugo informou, ainda de acordo com a pesquisa, que apenas 16% responderam ter muito interesse, 29% interesse médio, 29% alegam pouco interesse e 26% nenhum. “Faz parte da deseducação”, observou.
Segundo o parlamentar, tamanho desinteresse se deve, sobretudo, pela impunidade parlamentar, como mostrou o jornal Diário do Nordeste. Fernando Hugo considerou que a impunidade não é consequência de ação política e sim da falta de “ação ágil por parte dos processos que correm a passos de tartaruga no Judiciário”. O deputado criticou o fato de políticos considerados ficha suja terminarem seus mandatos amparados por liminares de ministros ou outros instrumentos legais.
“Envergonha-me que um país sem mentalização política pode, pouco a pouco, lenta e continuadamente à custa da impunidade que é dada aos políticos pelo Poder Judiciário, fazer com que o povo desacredite totalmente na política”, disse. O deputado defende mudanças por meio da educação.
Em aparte, o deputado Thiago Campelo (SD) endossou o discurso, ressaltando que a população do Brasil e do Ceara não acredita nos políticos. “Infelizmente, vejo que ainda é muito difícil haver mudança total”, acrescentou, fazendo alusão à perpetuação de políticos sujos no Poder. “Isso tudo mostra a impunidade.”
Para o deputado Lula Morais (PCdoB), no Brasil “temos desigualdades fortes de classe”. Segundo ele, nos Estados Unidos 46% das pessoas votam para presidente. No máximo, 52%. “Lá, as desigualdades não são nos níveis das nossas”, avaliou.
O deputado Ely Aguiar (PSDC), por sua vez, mencionou o caso do prefeito de Canindé, cassado e favorecido por liminar de apenas um ministro. “Foi uma decisão monocrática de um ministro”, criticou. Para ele, deveria partir de um colegiado e não de uma pessoa. “Acho que isso desmoraliza um sistema. Infelizmente, o prefeito volta ao cargo para o mal do povo daquela cidade”, assinalou.
LS/AT
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