Rachel Marques contesta críticas ao programa Bolsa Família
Por ALECE01/11/2013 14:59 | Atualizado há 9 meses
Compartilhe esta notícia:
No primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (01/11), a deputada Rachel Marques (PT) repudiou as críticas ao programa Bolsa Família proferidas pelo deputado Fernando Hugo (SDD). “A construção de uma grande nação se faz pela sua capacidade de inclusão do todo de seu povo. Da inclusão dos miseráveis à alimentação básica, dos pobres ao consumo e aos serviços públicos, dos pequenos empresários à chance de prosperar em seus empreendimentos, das minorias ao direito de viver diferente”, ressaltou a deputada.
A parlamentar destacou matérias jornalísticas que informam que o Bolsa Família movimentou R$ 16 milhões em 2012. Sobre as acusações de fraude no programa, Rachel Marques apontou que o número é “irrisório”, uma vez que o Bolsa Família conta com um trabalho de fiscalização e controle.
A petista também negou que o Bolsa Família tenha tido início no Governo Fernando Henrique Cardoso. “A área social do governo de então pulverizava recursos financeiros e humanos, espalhando vários programas sem conexão intraministerial e até entre si mesmo: Vale Gás e Bolsa Escola, por exemplo, cada um tinha um cadastro específico e um gestor, além de alcance restrito”, lembrou a deputada.
Rachel Marques destacou a importância da instalação do Cadastro Único pelo governo posterior ao de FHC, de Luiz Inácio Lula da Silva. “O Governo Lula, com visão política e comprometida com a maioria do povo brasileiro, resolveu estabelecer uma política pública ousada e organizada”, disse. Segundo ela, o Cadastro Único é hoje referência primordial para a construção de políticas públicas efetivas e ampliou o alcance para 13,8 milhões de famílias.
A parlamentar também rebateu declarações sobre um sentimento de “acomodação” das famílias que são beneficiadas com a transferência de renda. “As famílias mais pobres têm mesmo um alento maior em prosseguir na busca de melhores condições de vida, o que passa pela autonomia financeira”, disse. Segundo ela, estudos realizados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) atestam que a procura de emprego alcança o mesmo percentual entre os beneficiários e não beneficiários do programa.
Em aparte, o deputado Tino Ribeiro (PSDC) elogiou o programa, mas afirmou que “não podemos deixar, de forma nenhuma, de reconhecer que o Bolsa Família é uma extensão, uma continuidade do Bolsa Escola”.
O deputado Fernando Hugo, por sua vez, lamentou que o PT não reconheça que o programa de transferência de renda é fruto do governo do PSDB. “Não sei por que vocês acham que só o PT poderia fazer um programa desses”, ressaltou.
RW/CG
Veja também