Rachel Marques critica agressões à presidente Dilma
Por ALECE08/04/2016 13:48 | Atualizado há 10 meses
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A deputada Rachel Marques (PT) comentou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta sexta-feira (08/04), sua participação em ato de mulheres em favor da presidente Dilma Rousseff, realizado ontem, no Palácio da Alvorada, em Brasília. A manifestação ocorreu em função das agressões de que a presidente vem sendo alvo por ser mulher.
Durante o evento, conforme revelou, foram entregues mais de 20 manifestos em solidariedade à presidente. “Havia mulheres das mais diversas posições, mas superando as diferenças, manifestaram-se de forma irmanada”, assinalou.
A parlamentar observou que muitas das ofensas que ela vem sofrendo são pelo simples fato de ser mulher. “Nós nos manifestamos contra o golpe em curso. Nenhum procedimento pode ser intentado desrespeitando os preceitos constitucionais”, afirmou. Na avaliação de Rachel, o golpe é também contra os que não votaram em Dilma, já que o impeachment seria contra o estado democrático de direito.
Conforme explicou a petista, a presidente não cometeu nenhum crime, portanto a alternância de poder tem de ser através do voto. “Em todo esse processo, vimos que aparece de forma muito clara a violência de gênero. Nenhuma discordância política pode abrir margem ao surgimento da violência dessa natureza.”
No ato em Brasília, conforme acentuou, a presidente se mostrou muito indignada com as publicações recentes em uma determinada revista. “Na matéria, há um claro desrespeito às mulheres. Como se o sexo feminino, diante de pressão, perdesse o controle. Mas a mulher é resistente e tem capacidade de superar pressões e adversidades. Eu me coloco frontalmente contra esse entendimento preconceituoso”, pontuou. A deputada explicou que uma foto de Dilma retratando o momento em que comemorava um gol do Brasil foi mostrada como um momento de fúria.
Em aparte, a deputada Dra. Silvana (PMDB) lembrou que as mulheres sofrem por pressões hormonais, mas que isso não deve ser parâmetro para desmerecer a capacidade do sexo feminino. Mas, para ela, a crítica sobre o Governo Federal “não é por Dilma ser mulher, mas por ser irresponsável e incompetente”.
JS/AT
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