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Rachel Marques critica postura de presidente da Câmara Federal

Por ALECE
09/12/2015 15:11 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Rachel Marques (PT) Dep. Rachel Marques (PT) - Foto: Máximo Moura

A deputada Rachel Marques (PT) repudiou, nesta quarta-feira (09/12), durante o primeiro expediente da sessão plenária, a postura do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Segundo ela, o peemedebista, mesmo sob suspeita, está fazendo “uso e abuso do poder político, cometendo inúmeras irregularidades”, tanto na abertura do processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, como para evitar a continuidade das investigações contra ele no Conselho de Ética da Casa.

Em relação à Comissão Especial que irá analisar o processo de impeachment da presidente Dilma na Câmara, a petista avaliou a decisão de Eduardo Cunha como uma “enorme violência” à democracia brasileira, ao adotar votação secreta, permitindo a criação de uma chapa avulsa para concorrer ao pleito. Para a petista, a decisão do presidente da Câmara fere as regras estabelecidas pelo Regimento Interno e também a Constituição Federal.

Rachel Marques louvou a decisão do Supremo Tribunal Federal de suspender a formação e a instalação da comissão especial. “Foi uma importante decisão, que restabeleceu as regras e a constitucionalidade”, disse.

A petista também ressaltou importantes investimentos de R$ 94 milhões para o combate à estiagem e fortalecimento da agricultura familiar. O aporte é fruto da assinatura de convênio entre o governador Camilo Santana e a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campelo.

Em aparte, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) se somou ao discurso da petista, afirmando que a cena protagonizada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é “triste para a sociedade”. Ele afirmou que o PCdoB sempre se portou firme em relação ao golpe à democracia, aos eleitores e sempre se portará a favor das investigações. “Mas, não havendo fundamento jurídico ao pedido de impeachment, entendemos como tentativa de golpe.”

Na mesma linha manifestou-se a deputada Augusta Brito (PCdoB), destacando manifesto apresentado por seu partido contrário ao golpe e defendendo apoio ao Governo de Dilma. “É fácil estar ao lado do Poder, quando se está acertando. Não somos contra que seja julgado, mas não podemos abandonar o barco. Isso não faz parte do caráter do PCdoB”, disse.

O deputado Moisés Braz (PT) disse que, no momento vivenciado pelo Brasil, “não cabe o golpe, a intolerância e a arrogância". Ele agradeceu o apoio de partidos, artistas e cantores em favor da democracia e contra o impeachment. “O que está em jogo é o Brasil, e temos que defender a nossa pátria”, acrescentou.
LS/AT

Rachel Marques critica postura de presidente da Câmara Federal

A deputada Rachel Marques (PT) repudiou,  nesta quarta-feira (09/12), durante o primeiro expediente da sessão plenária, a postura do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Segundo ela, o peemedebista, mesmo sob suspeita, está fazendo “uso e abuso do poder político, cometendo inúmeras irregularidades”, tanto na abertura do processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, como para evitar a  continuidade das investigações contra ele no Conselho de Ética da Casa.

Em relação à Comissão Especial que irá analisar o processo de impeachment da presidente Dilma na Câmara, a petista avaliou a decisão de Eduardo Cunha como uma “enorme violência” à democracia brasileira, ao adotar votação secreta, permitindo a criação de uma chapa avulsa para concorrer ao pleito. Para a petista, a decisão do presidente da Câmara fere as regras estabelecidas pelo Regimento Interno e também a Constituição Federal.

Rachel Marques louvou a decisão do Supremo Tribunal Federal de suspender a formação e a instalação da comissão especial. “Foi uma importante decisão que restabeleceu as regras e a constitucionalidade”, disse.

A petista também ressaltou importantes investimentos de R$ 94 milhões para o combate à estiagem e fortalecimento da Agricultura Familiar. O aporte é fruto da assinatura de convênio entre o governador Camilo Santana e a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campelo. 

Em aparte, deputado Carlos Felipe (PCdoB) se somou ao discurso da petista, afirmando que a cena protagonizada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é “triste para a sociedade”.  Ele afirmou que o PCdoB sempre se portou firme em relação e golpe à democracia, aos eleitores e sempre se portará a favor das investigações. “Mas, não havendo fundamento jurídico ao pedido de impeachment, entendemos como tentativa de golpe.”

Na mesma linha, se manifestou a deputada Augusta Brito (PCdoB), destacando manifesto apresentado por seu partido contrário ao golpe e defendendo apoio ao Governo de Dilma. “É fácil estar ao lado do Poder, quando se está acertando. Não somos contra que seja julgado, mas não podemos abandonar o barco. Isso não faz parte do caráter do PCdoB”, disse. 

O deputado Moisés Braz (PT) disse que o momento vivenciado pelo Brasil “não cabe o golpe, a intolerância e arrogância.” Ele agradeceu o apoio de partidos, artistas e cantores em favor da democracia e contra o impeachment. “O que está em jogo é o Brasil e temos que defender e nossa pátria”, acrescentou.

LS/AT

 

 

 

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