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Rachel Marques defende empréstimo para novas obras da saúde

Por ALECE
02/10/2015 14:30 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Rachel Marques (PT) Dep. Rachel Marques (PT) - Foto: Maximo Moura

A deputada Rachel Marques (PT) defendeu, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta sexta-feira (02/10), a aprovação da mensagem do Poder Executivo que trata de um empréstimo superior a meio bilhão de reais. Os recursos seriam aplicados na construção de dois novos hospitais, uma policlínica e um complexo administrativo para a Secretaria de Saúde do Estado.

De acordo com a petista, a defesa do empréstimo se baseia no atendimento prestado nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), nos Hospitais Regionais e nos Centros de Especialidades Odontológicas (Ceos), evitando a superlotação dos grandes hospitais de Fortaleza. “O Programa de Expansão e Melhoria da Assistência Especializada à Saúde do Ceará possibilitou oferecer atenção primária e secundária às famílias nas suas localidades. O que queremos é dar continuidade a isso, ampliando o atendimento. Só as UPAs de Fortaleza atendem mais de quatro mil pessoas”, pontuou.

Sobre o questionamento de alguns parlamentares em relação à aquisição do empréstimo para a construção de novos equipamentos, diante da falta de recursos para manutenção dos já construídos, a parlamentar ressaltou que o elevado montante de recursos se faz necessário por se tratarem de novos investimentos e melhorias dos que já estão em funcionamento.

Rachel Marques esclareceu que, nessa segunda etapa do programa, o objetivo é construir um hospital para as regiões leste do Estado e metropolitana de Fortaleza, além de novas UPAs e um centro para fortalecer a gestão da saúde no Estado, promovendo melhorias na sua eficácia e na qualidade do sistema.

“Temos que pensar nas famílias que estão sendo atendidas por toda essa rede sem precisar se deslocar de suas cidades”, avaliou a deputada.

Em aparte, a deputada Dra. Silvana (PMDB) considerou uma irresponsabilidade construir mais equipamentos sem ter como bancar. “É um erro continuar construindo sem ter como sustentar”, afirmou. Para o deputado Audic Mota (PMDB) este não é o momento de se adquirir um empréstimo tão volumoso, visto que obras já licitadas ainda não começaram. “Se o Estado não tem dinheiro para isso, como vamos permitir a construção de algo para daqui a cinco anos?”, questionou.

O deputado Capitão Wagner (PR), por sua vez, elogiou a qualidade do serviço oferecido pelo Hospital da Polícia Militar de Fortaleza (HPM), ressaltando as reformas que promoveram melhorias em seu atendimento. Já o deputado Roberto Mesquita (PV) acredita que o empréstimo será bem-vindo, pois será gasto com a construção de mais unidades de saúde para a população do Estado.

O líder do Governo na Casa, deputado Evandro Leitão (PDT), lembrou que o empréstimo não pode ser direcionado para custeio, pois ele está sendo solicitado para investimento, e negá-lo seria o mesmo que negar um hospital à população do Vale do Jaguaribe ou à grande Fortaleza. “Nosso País precisa de mais recursos para melhorar o atendimento de saúde, mas também precisamos investir na saúde de todas as regiões do Estado”, declarou o líder.
LA/AT

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