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Rachel Marques repudia decisão de Eduardo Cunha

Por ALECE
03/12/2015 14:13 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Rachel Marques (PT) Dep. Rachel Marques (PT) - Foto: Máximo Moura

A deputada Rachel Marques (PT) externou, no primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (03/12), indignação diante da postura do presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ). O parlamentar autorizou ontem o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo Rachel Marques, a atitude colocou o Brasil em situação de instabilidade política.

Na avaliação da deputada, a decisão de Eduardo Cunha foi tomada “com base na vingança” e retaliação por conta da posição do PT no Conselho de Ética, em favor da continuidade das investigações contra o peemedebista.

“O PT não apoia os maus feitos comprovados de Eduardo Cunha. O fundamental é que não há um fato que determine a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma. Não há ilegalidade, nenhum ilícito”, ponderou. A petista espera que as instituições possam funcionar plenamente e que esse pedido seja rechaçado pela Comissão de Ética e pela sociedade brasileira.

Em relação às chamadas “pedaladas fiscais” do Governo em 2015, argumento levantado pelo peemdebista para autorizar a abertura do processo, a parlamentar afirmou que, com a aprovação do projeto de revisão da meta fiscal de 2015, “isso vai por água abaixo, numa clara intenção de que esse pedido não tem ainda nem o parecer do Tribunal de Contas da União. Isso claramente foi posição de retaliação, e nós só temos a repudiar”.

Em aparte, endossaram o pronunciamento os deputados Carlos Felipe (PCdoB), Augusta Brito (PCdoB) e o líder do Governo na Casa, Evandro Leitão.

“Vemos uma situação muito triste, em que o presidente da Câmara quer a qualquer custo ficar naquele cargo”, lamentou Carlos Felipe. O deputado entende que o cargo de presidente da Câmara seja ocupado de “forma mais legítima”.

Augusta Brito também se diz indignada com a situação, “que só mostrou o que a gente sabia: a manobra”. Para ela, a atitude de Eduardo Cunha só comprova o que definiu Cid Gomes, quando esteve à frente do Ministério da Educação. “Como o ministro falou, chamando o parlamentar de achacador. E estamos vendo que é isso mesmo”, disse.

Evandro Leitão lamentou que “a chantagem e o achaque tenham prevalecido. “Isso nos entristece e nos deixa indignados. O que ele está fazendo é chantageando a base governista, especialmente a presidente Dilma”, disse. Para o líder, a decisão de Cunha “foi para tentar sobreviver e tirar os holofotes de si”.
LS/AT

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