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Alece apresenta trabalho na área dos direitos humanos a arcebispo de Fortaleza

Por        Da Redação / Com Assessoria de Comunicação
19/08/2024 16:20 | Atualizado há 10 meses

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Alece apresenta trabalho na área dos direitos humanos a arcebispo de Fortaleza - Foto: Divulgação Alece

A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) apresentou, na última sexta-feira (16/08), o trabalho realizado na área de direitos humanos e prevenção da violência em encontro da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) - Seção Ceará - e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

As ações da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania, do Escritório de Direitos Humanos e Assessoria Jurídica Popular Frei Tito de Alecar e do Comitê de Prevenção e Combate à Violência da Alece foram destacadas pelo deputado Renato Roseno (Psol), presidente do Colegiado e dos dois órgãos.

O encontro contou com a presença do arcebispo de Fortaleza, Dom Gregório Paixão, e de representantes de diversas pastorais sociais, da Rede Jubileu Sul, da Igreja em Saída, de pesquisadores e de integrantes de movimentos sociais.

O deputado Renato Roseno ressaltou a importância do convite da CNBB e da Comissão Brasileira Justiça e Paz para expor o trabalho realizado pela Comissão e pelos dois órgãos do Legislativo estadual, que “têm uma relação muito próxima às pastorais sociais”. O parlamentar citou a atuação das pastorais em diversas áreas, como com o povo da rua, os pescadores, a saúde, o HIV e em questões da terra e das crianças.

“Todas essas expressões das pastorais sociais, da igreja que está a serviço, têm uma relação muito próxima conosco e nós tivemos a oportunidade de mostrar tudo isso para Dom Gregório e daqui vamos sair com uma carta, com proposições para uma cultura de paz e para redução da violência”, complementou.

O arcebispo de Fortaleza, Dom Gregório Paixão, comentou sobre os desafios sociais crescentes na área dos direitos humanos, como o crescimento da população em situação de rua, da violência e do desrespeito às mulheres, além da necessidade de união e ação.

Dessa forma, ele apontou a importância de “somar forças para que nós possamos concretamente buscar soluções para problemas que são muito antigos e, naturalmente, não temos soluções fáceis”.

Segundo o arcebispo, unir cada vez mais forças para agir “significa dizer um desejo imenso da sociedade civil para que nós possamos, pelo menos, contribuir, não apenas uma reflexão, mas um sentido prático de buscar caminhos viáveis para que nós vejamos essas situações todas resolvidas”.

Dom Gregório Paixão afirmou ainda que “lutar pelos direitos humanos não é uma questão apenas de um pequeno grupo, deveria ser de toda a sociedade que, unida, precisa enxergar aqueles que são invisíveis nessa própria sociedade. Então, o que nós estamos fazendo aqui, por meio dessa união, é somar forças para buscar caminhos possíveis. E eu tenho certeza absoluta que, inspirados pelo céu, mas ao mesmo tempo unidos aqui na Terra, nós possamos fazer alguma coisa”.

Foto: Divulgação Alece

ESCRITÓRIO FREI TITO

O presidente do Escritório Frei Tito, deputado Renato Roseno, apresentou, durante o encontro, o trabalho realizado pelo órgão da Alece que foi criado em 2000 e, ao longo de 24 anos, tem atuado com foco nos direitos humanos em diversas regiões do Ceará.

Foram divulgados os números de atendimentos do EFTA e conquistas como a inauguração da sede do Escritório no Cariri, no município do Crato, além de destacada a importância da educação popular e da pedagogia do território, assim como da mediação de conflitos em relação às comunidades ameaçadas de despejo.

Também foi apontado o fluxo de trabalho a partir dos quatro eixos de atuação da entidade: direito à cidade, direito à vida, proteção e não discriminação, direito à terra, território e justiça ambiental e direito dos povos indígenas e comunidades tradicionais.

A coordenadora do EFTA, Patrícia Oliveira, enalteceu a importância do momento com as pastorais e movimentos sociais, assim como a possibilidade de apresentar e reforçar a atuação do Escritório em causas tão diversas e urgentes, como a luta por moradia, as demandas dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, assim como aquelas compostas por pescadores.

Foto: Divulgação Alece

COMITÊ DE PREVENÇÃO E COMBATE À VIOLÊNCIA

O trabalho desenvolvido há oito anos pelo Comitê de Prevenção e Combate à Violência da Alece foi apresentado a partir da perspectiva da importância de se levar em consideração as evidências para prevenção, assim como o cuidado com as pessoas e atenção aos territórios.

“O encontro foi importante para divulgar o trabalho que o Comitê vem desenvolvendo nesses oito anos de pesquisa, criando evidências para a prevenção de homicídios na adolescência, mas também de pensar a incidência que só acontece se a gente tiver mobilização social. É importante mobilizar essas forças que estão hoje aí, principalmente das pastorais sociais, que têm capilaridade nos territórios, nas comunidades e que têm diálogo com a população”, avalia Thiago de Holanda, coordenador do Comitê. 

Edição: Geimison Maia 

 

 

 

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