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Cardiopatia congênita em debate na Comissão de Saúde da AL

Por ALECE
09/07/2013 20:29 | Atualizado há 9 meses

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Audiência pública debateu a problemática da cardiopatia congênita no Estado - Foto: Marcos Moura

A Comissão de Seguridade Social e Saúde da Assembleia Legislativa debateu, na tarde desta terça-feira (09/07), a problemática da cardiopatia congênita no Estado. A audiência pública, que teve como referência o Instituto do Coração da Criança e do Adolescente (Incor Criança), atendeu à solicitação do deputado Leonardo Pinheiro (PSD) e foi conduzida pela presidente em exercício do colegiado, deputada Miriam Sobreira (PSB).

De acordo com a parlamentar, o debate destaca a questão  da saúde, um dos problemas mais graves do País. “Trazer médicos de outros países não resolve”, afirmou.  Para a deputada, é preciso mais empenho e assistência. “O Instituto do Coração precisa de mais atenção. A instituição passa por problemas financeiros e nós precisamos buscar mecanismos que minimizem essa problemática”, disse.

O Cirurgião Cardiovascular do Hospital de Messejana, Valdester Cavalcante, ressaltou os casos de cardiopatia vascular no Ceará. De acordo com o médico, nascem mais de 1.159 crianças com a doença no Estado. Desse total, apenas 47 % são tratadas. Ainda de acordo com o médico, a doença representa 6% dos óbitos de crianças com idade abaixo de um ano.

“Faltam Hospitais, profissionais e tecnologia. A criação de uma rede de assistência formada pelos hospitais de Messejana e municipais resolveria parte do problema”, assinalou.

Para a presidente do Instituto do Coração da Criança e do Adolescente (Incor – Criança), Andréia Nogueira, a questão vem se alastrando e é preciso ficar alerta. Ela enfatizou ainda as dificuldades que o instituto vem passando.

“Sabemos que tudo funciona a base de dinheiro e, no Incor, não é diferente. É preciso dar mais atenção para a saúde de nossas crianças”, pontuou. 

A cardiopatia congênita, anormalidade da estrutura ou função do coração presente no nascimento, quando não diagnosticada e tratada em tempo adequado, deixa sequelas que diminuem a qualidade de vida das crianças.

Participaram da audiência a pediatra do Hospital de Messejana, Isabel Cristina; a diretora do Hospital da Mulher, Cristiana Rodrigues, e a representante da Secretaria de Saúde do Estado, Clébia Castelo Branco, e a do município, Maria das Graças Campos; além de médicos e familiares de pacientes portadores da doença.
DF/AT

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