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Eliane Novais aponta falha de distribuição de água em Fortaleza

Por ALECE
06/06/2012 16:48 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Eliane Novais (PSB) - Foto: Paulo Rocha

A deputada Eliane Novais (PSB) fez pronunciamento na Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (06/06), para alertar sobre os efeitos da seca do Nordeste e a precariedade no sistema de distribuição de água em Fortaleza. Segundo ela, é preciso mais investimentos em políticas inclusivas e de convivência com o semiárido, abolindo soluções paliativas, principalmente durante o período eleitoral.

Há, na avaliação da parlamentar, em Fortaleza, diversos casos de desabastecimento de água, por conta da inércia do poder público.  Lembrou que o jornal Folha de São Paulo, na última segunda-feira, noticiou que está avançando nas áreas urbanas, o problema de abastecimento em nove estados da região.

A matéria, da Folha, segundo ela, revela que dezenas de reservatórios entraram em colapso e diversos municípios decretaram estado de emergência. “Aqui, o problema de água em Fortaleza, vem sendo denunciado pela imprensa local. São 14 os bairros que enfrentam  problemas, como Messejana, Cambeba, Lagoa Redonda, Palpina, Barroso, Ancuri e Jangurussu. Ao todo são 470 mil habitantes atingidos”, segundo ela.

Para a deputada, o problema tem origem na lentidão dos investimentos públicos que está em descompasso com a explosão demográfica da Capital, e a expansão imobiliária percebida notadamente na região sul da cidade.  “Diversos bairros sofrem um crescimento imobiliário, sem saneamento e o sistema de distribuição de água não tem pressão suficiente para encher as caixas de água. Somente agora a Cagece deu início a uma obra, e será concluída apenas em 2013, para atender aquela região”, pontuou.

Eliane Novais também lamentou a falta de investimento em esgotamento sanitário. Segundo ela, somente 8% da população é atendida, gerando problemas ambientais. Ela pediu que a Cagece, que cuida da distribuição de água e esgoto em Fortaleza, apresente os prazos para a realização de obras que assistam os setores da cidade que sofrem com o desabastecimento.  
JS/CG

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