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Governo poderá fazer convênios para realização de fertilização in vitro

Por ALECE
24/07/2012 14:16 | Atualizado há 9 meses

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O Ministério da Saúde poderá incluir o tratamento de fertilização in vitro na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) ainda em 2012. A técnica de reprodução assistida consiste na manipulação de óvulo e espermatozóide, que são fecundados em laboratório. Depois, o embrião é implantado diretamente no útero na mãe. A técnica tem mais sucesso que a inseminação artificial, mas também é mais cara. Em clínicas particulares, o custo de uma tentativa gira em torno de R$ 15 mil a R$ 20 mil, mas pode ir a R$ 50 mil.

Na Assembleia Legislativa foi aprovado o projeto de indicação Nº 92/12, de autoria da deputada Eliane Novais (PSB), que autoriza o Governo do Estado a firmar convênios, com clínicas e hospitais especializados, para a realização de tratamento de fertilização, com técnicas de reprodução assistida. De acordo com a proposição, os beneficiários dos convênios firmados podem ser definidos por critérios previamente estabelecidos pela Secretaria Estadual de Saúde, assegurando e resguardando a “ampla participação da sociedade cearense”.

De acordo com a deputada Eliane Novais, a infertilidade afeta um em cada dez casais em idade fértil.  “A fertilização in vitro, muitas vezes denominada ‘Bebê de Proveta’, deve-se ao fato da fecundação do óvulo pelo espermatozóide ocorrer fora do corpo, em laboratório, ou seja, in vitro. Os embriões resultantes da fertilização in vitro são transferidos para o útero aproximadamente 72 horas após a captação de óvulos”, explicou.

Eliane Novais esclareceu que os métodos de fertilização evoluíram e temos hoje, em nossa cidade, taxas de gravidez e aparelhagem semelhante aos melhores centros do mundo. “O conceito da reprodução assistida, no Ceará, cresceu”, disse.

No entanto, conforme explicou a parlamentar, ainda nos falta dar acesso a uma grande parcela da população aos métodos e avanços da reprodução assistida. “Somos um país populoso e, por isso, mais preocupados com o controle de natalidade do que com os milhares de casais que sofrem com a falta de filhos. Temos grande expectativa de que, num futuro próximo, possamos, através do serviço publico, oferecer essa tecnologia a casais inférteis de baixa renda”, acentuou.
JS/JU

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