Internautas apoiam endurecimento de multas para quem joga lixo nas ruas
Por ALECE01/06/2015 16:04 | Atualizado há 9 meses
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O portal da Assembleia Legislativa perguntou, entre os dias 25 de maio e 1º de junho, se os internautas concordam com o endurecimento das multas para quem joga lixo no espaço público. A maioria dos participantes da enquete (90.6%) apoia a medida, desde que venha acompanhada de campanhas de educação e cidadania. Já 6.3% discordam, por acreditarem que a sociedade já paga muitos impostos. Outros 3.1% afirmam não ter opinião sobre o assunto.
A presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Semiárido da Assembleia Legislativa, deputada Dra. Silvana (PMDB), endossa o posicionamento da maioria dos internautas, destacando a responsabilidade que tanto os cidadãos quanto o Poder Público devem assumir. “O meio ambiente é de todos. Portanto, é dever de todos também zelar por ele, cabendo ao Poder Público disciplinar essa relação”, defende a parlamentar.
Para o deputado Moisés Braz (PT), a aplicação de multas para quem suja a cidade pode ser uma boa alternativa de punição, desde que dentro de uma estratégia ampla e articulada para mudança de comportamento da população.
“Vivemos novos tempos, em que os padrões de sociabilidade demandam, por parte dos cidadãos, comportamentos condizentes com um mundo sustentável e solidário. Portanto, acredito ser necessário investir primeiro na formação de cidadãos mais conscientes”, destaca o petista.
Para a ambientalista e professora de Direito Ambiental da Universidade Federal do Ceará (UFC) Geovana Cartaxo, já existem multas previstas para quem descarta o lixo de forma irregular, cabendo ao Poder Público aplicá-las de forma sistemática, acompanhadas de campanhas educativas.
“De fato, já pagamos muitos impostos, e não sei se o endurecimento das multas seria a medida mais correta, pois sabemos que o sistema arrecadatório de multas no País é bem aperfeiçoado, mas não estimula a consciência cidadã”, avalia a professora.
Ainda segundo Geovana Cartaxo, é urgente a necessidade de campanhas educativas que disciplinem o comportamento ambiental na sociedade, não focando apenas no cidadão isolado, mas no dano coletivo que suas ações podem causar.
“É preciso fortalecer o pensamento de que uma atitude individual equivocada ou prejudicial ao meio ambiente repercute de forma negativa coletivamente”, ressalta a ambientalista.
RG/GS
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