Renato Roseno comenta sobre segunda sessão do júri da Chacina do Curió
Por Juliana Melo05/09/2023 14:59 | Atualizado há 9 meses
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Durante a ordem do dia da sessão plenária desta terça-feira (05/09), o deputado Renato Roseno (Psol) destacou o julgamento do crime conhecido como Chacina do Curió, que chega hoje ao oitavo dia da segunda sessão do júri.
O parlamentar prestou solidariedade às famílias das vítimas e explicou que acompanha o caso "desde aquela fatídica madrugada, em 2015, em que, por causa de um colega que foi barbaramente assassinado num latrocínio, houve uma vingança em que mataram 11 pessoas e sete ficaram feridas", lembrou.
Ele explicou que o julgamento inclui policiais que estavam em três viaturas que atenderam a ocorrência e que "eles estão sendo julgados hoje por omissão do dever funcional. Inclusive houve um pedido de absolvição de uma delas, em uma das cenas de crimes, porque o Ministério Público constatou que essa viatura atendeu a ocorrência. No primeiro júri foram julgados os casos de homicídios, e o júri de hoje pela omissão do dever funcional", esclareceu.
Renato Roseno também comentou sobre a decisão do Governo do Estado de retirar o Mausoléu de Castelo Branco do Palácio da Abolição, em respeito aos perseguidos pelo regime militar, e de transformar o espaço em monumento em homenagem aos líderes abolicionistas do Ceará.
O parlamentar lembrou que é autor de requerimento, de 2022, pedindo nova destinação ao Mausoléu Castelo Branco, no Palácio da Abolição, e que seu requerimento foi rejeitado na Casa, inclusive por pessoas que eram da base governista à época. "Sempre é tempo de lutar por memória, por verdade, por justiça. Se o Plenário desta Casa, quando confrontado que foi por um requerimento meu, tomou a decisão incorreta no caso do mausoléu, o momento agora é não colocar para debaixo da parede", declarou.
O deputado afirmou também que esse é o momento de criar memória. "Porque a memória nos alerta que aquilo que foi errado no passado não pode se repetir no presente e nem no futuro. E que aquilo que foi errado no passado deve ser reparado. Por isso que nós precisamos de lugares de memória. Não se pode render homenagens àqueles que participaram de ditaduras. É preciso transformar aquelas homenagens que as ditaduras fizeram a elas mesmas em lugares de memória daqueles que resistiram e lutaram pela democracia", pontuou.
Edição: Lusiana Freire
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