Ordem do Dia

Queiroz Filho alerta para comprometimento das contas do Governo

Por Waldyh Ramos
05/09/2023 16:46 | Atualizado há 9 meses

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- Foto: Máximo Moura

O deputado Queiroz Filho (PDT), na ordem do dia da sessão plenária desta terça-feira (05/09) da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, questionou as contas do Governo Estadual.

O deputado disse estar muito preocupado porque a luz amarela acendeu e, segundo ele, já está quase queimando. ”Não sou economista, mas tenho procurado informações sobre as contas do Governo. Em um artigo de jornal, o ex-presidente do Banco do Nordeste Marcos Holanda  informa que as despesas do Governo aumentaram em oito por cento, e a receita, cinco por cento“, disse.

Queiroz Filho alertou que, quando o Governo do Estado pagar o reajuste dos servidores públicos, que foi escalonado, essa conta deve ficar ainda mais comprometida.

O parlamentar disse que estão querendo desviar o foco de assuntos importantes com essa questão do mausoléu do ex-presidente Castelo Branco. Segundo ele, há um problema gravíssimo ainda no Estado na área da segurança pública com as facções criminosas, na área da saúde com as filas de cirurgias que ainda não foram resolvidas, e agora o Governo ainda vai criar novas secretarias, citou, referindo-se ao projeto de lei complementar do Executivo estadual que trata da criação do Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Ceará (Ipem/CE). 

Queiroz Filho lembrou que o IPEM já existe e é vinculado à Prefeitura de Fortaleza e, se já existe e querem tomar conta, acrescentou o deputado, "por que não pedem à Prefeitura e passam o IPEM para o Estado? Mas, do jeito que vai, vão criar duas estruturas, e isso eu não compreendendo. Se o Estado está tão bem financeiramente, para que tirar recursos da previdência dos servidores públicos ? Isso é gravíssimo e não é o tipo de debate que era para a gente estar fazendo no momento”, ressaltou.

Ele citou que, por meio de um decreto, o Governo modificou uma lei complementar votada em 2020 para a segregação de massa da Previdência dos Servidores Públicos do Estado, e quando foi criado esse novo fundo de capitalização, além da receita decorrente do recurso que cada servidor paga, havia um aporte do imposto de renda retido na fonte para esse fundo. Mas isso foi retirado por decreto, para que fosse dado como fonte de pagamento para as despesas decorrentes desse ano, disse. “Isso é grave, e é muito importante que o estado do Ceará tivesse analisando, porque ainda dá tempo haver essa reorganização das contas. Mas, infelizmente, não é o que a gente vê, mais uma vez uma nova mensagem criando uma secretaria, que é o IPEM”, informou.

O deputado disse que a esquerda tanto criticava o ex-presidente Bolsonaro, que “soltava uma loucura, uma maluquice” e todo mundo ficava discutindo aquilo e esqueciam os problemas graves, e agora estão fazendo a mesma coisa. A mesma tese de desviar o foco da população do que interessa, ressaltou.

Sobre a  transferência do Mausoléu de Castelo Branco, ele comentou que se vai mudar o nome desse equipamento, era preciso mudar os nomes de vários outros. 

Citou como exemplos a Leste-Oeste, cujo nome é avenida Castelo Branco, que conta com um busto em homenagem a Castelo Branco; o bairro em Fortaleza chamado Presidente Getúlio Vargas; o nome do estádio Presidente Vargas; do Castelão, porque Plácido Castelo foi o governador indicado por Castelo Branco. "Essa política de revisão tem colocado toda a sociedade imbuída nessa discussão que não resolve a vida de ninguém”, destacou. 

 

Edição: Clara Guimarães

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