Ordem do Dia

Carmelo Neto crítica ministro Dias Tofolli por anular acordos de leniência da Odebrecht

Por Waldyh Ramos
06/09/2023 15:31 | Atualizado há 9 meses

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- Foto: Dário Gabriel

O deputado Carmelo Neto (PL), na ordem do dia da sessão plenária desta quarta-feira (06/09) da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, lamentou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Tofolli de anular as provas obtidas no acordo de leniência firmado pela empresa Odebrecht que envolvem uma série de políticos e partidos. “Gostaria de lamentar que a história do Brasil esteja sendo reescrita com a pior das canetas, a pior das tintas, que é tinta da injustiça e da impunidade. Será que os 300 acordos de delação e leniência não foram suficientes?" questionou.

Segundo ele, um bilhão e quatrocentos milhões de reais foram devolvidos pela Suíça ao Brasil e nada disso valeu como prova. "É inacreditável saber que essa decisão vem da corte suprema do país, que é o Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão do ministro Tofolli é um recado claro de que o crime compensa”, destacou.

Ele acrescentou que, aos 16, 17 anos de idade, ficou esperançoso de ver os poderosos pararem na cadeia por corrupção e que hoje o coração dele se enche de desesperança por conta da injustiça. “Espero que o povo brasileiro esteja vendo isso. Somos testemunhas do maior malabarismo político já visto no País”, afirmou. 

O deputado também lembrou que na data de hoje faz cinco anos que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi vítima de um atentado, exatamente no dia seis de setembro de 2018, e que, apesar de muitas suspeitas, não se sabe ainda quem mandou matar o ex-presidente. Para ele, o atentado representa todo o ódio e violência de um partido de esquerda. Ele disse que, como forma de representação de civismo, de amor à pátria, vai doar sangue ainda hoje. O ato também é para lembrar que o ex-presidente Bolsonaro foi salvo por causa das doações de sangue. “Estarei fazendo esse ato de civismo mesmo sabendo que temos pouco a comemorar neste  7 de setembro de 2023”, pontuou.

Carmelo Neto também informou que Ana Moser é mais uma ministra do Governo demitida pelo presidente Lula. “Já caiu a ministra do Turismo e agora cai mais uma mulher do Governo que prometia dar espaço para valorizar as mulheres. Enquanto isso, o ministro Juscelino Filho, que é investigado por desvio de verbas públicas, ainda permanece no atual Governo”, acrescentou.

O parlamentar do PL também lembrou que, recentemente, dois deputados foram anunciados ministros sem saber que pastas ocupariam e que isso não o surpreende. “Lula voltou e essas denúncias de corrupção voltaram ao alto escalação e à Esplanada dos Ministérios com o retorno de Lula”, afirmou.          

Carmelo afirmou que vai continuar falando a verdade porque ninguém que devolve dinheiro que roubou é inocente. 

 

Edição: Clara Guimarães

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