Ordem do Dia

Renato Roseno destaca início do terceiro júri da Chacina do Curió

Por Gleydson Silva
12/09/2023 14:15 | Atualizado há 9 meses

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Deputado Renato Roseno (Psol) - Foto: Junior Pio

O deputado Renato Roseno (Psol) destacou, durante as explicações pessoais da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta terça-feira (12/09), o início da terceira sessão do júri da Chacina do Curió. 

De acordo com o deputado, o julgamento, dividido em partes, é o mais complexo júri da Justiça Criminal cearense, em 200 anos da Comarca de Fortaleza. No primeiro júri, quatro policiais que não estavam em serviço foram condenados, com penas superiores a 275 anos de prisão. No segundo, oito policiais que estavam em serviço foram absolvidos. 

As mães das vítimas do crime, conforme Renato Roseno, clamam por justiça. Para ele, “justiça não é vingança, mas uma justa resposta a uma transgressão. Conforme ele, os jovens mortos não tinham relação com ilegalidade ou crime e estavam apenas à noite em um local periférico. “Defendemos a ampla defesa, o contraditório, o devido processo legal, coisa que as vítimas não tiveram. Não defendemos vingança. Vingança foi, inclusive, o que causou a morte desses jovens, há oito anos atrás”, afirmou. 

Renato Roseno enfatizou que o objetivo é que no futuro haja uma nova conduta, para que o que aconteceu no Curió não se repita. “A consigna da justiça pelo Curió olha para o passado, olha para o presente e para o futuro. Um passado que não pode ser esquecido; um presente em que os erros não podem ser repetidos e em que deve haver reparação e um futuro em que outras mães não passem por isso”, ressaltou.

O deputado relatou ainda encontro em Brasília, nesta segunda-feira (11/09), com articulação entre a Associação Nacional da Carreira de Desenvolvimento de Políticas Sociais e o secretário de Gestão de Pessoas do Ministério da Gestão e Informação (MGI), José Celso Cardoso Júnior, para tratar da mobilização dos analistas técnicos/as de políticas sociais (ATPS). 

Renato Roseno lamentou ainda a morte, nesta segunda-feira (11/09), do jornalista e professor Anderson Sandes, que foi editor do suplemento cultural do Diário do Nordeste, um dos primeiros filiados ao sindicato da categoria e professor na Universidade Federal do Cariri (UFCA). “Anderson lutava contra uma neoplasia e nos deixou nesta noite. Quero aqui registrar nosso pesar à família, ao sindicato dos jornalistas, aos que fazem a UFCA e todos que estão enlutados por essa perda”, pontuou.

Edição: Lusiana Freire

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