Eliane critica portaria que exige estudos geofísicos para perfuração de poços
Por ALECE20/08/2014 16:50 | Atualizado há 10 meses
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Durante o tempo de liderança da sessão plenária desta quarta-feira (20/08), a deputada Eliane Novais (PV) avaliou como “equivocada” portaria publicada na última segunda-feira pela Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará (SRH) determinando que os municípios façam estudo geofísico para solicitar perfurações de poços em suas localidades. Ao mencionar matéria do jornal O Povo, a parlamentar disse que os pedidos deverão ser separados por localidades e ser acompanhados de estudo geofísico previamente realizado.
Para ela, diante do cenário preocupante de estiagem em que se encontra o Ceará, o Governo, em vez de desburocratizar o problema para resolver a falta de água, comprando mais máquinas perfuratrizes ou contratando mais profissionais técnicos para a Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra), está é burocratizando. “Tem é que aumentar número de perfuração de poços para atender aqueles que estão numa situação de vexame. Temos que sair de situação de atraso”, disse, ressaltando que 112 municípios dependem do carro-pipa.
A deputada considerou a medida um “absurdo”, uma vez que acaba comprometendo financeiramente os municípios, pois terão que desembolsar cerca de R$ 800 para saber se é viável a perfuração dos poços, afirmou. “Essa portaria não deverá entrar em vigor, é um absurdo do absurdo. Com essa determinação, os municípios precisarão criar uma despesa, e se tiver dinheiro, que com certeza não terá, porque as solicitações são inúmeras. Fica nosso clamor para que nosso governo repense. Estamos em situação de emergência”, apelou, comunicando que vai pedir a realização de audiência pública para que a questão seja esclarecida.
Em aparte, o deputado Roberto Mesquita (PV) disse que, em alguns momentos de seu governo, Cid Gomes tem orgulhado o povo cearense, mas, ultimamente, vem cometendo muitas “atrocidades”. Ele mencionou a construção do mirante, empreendimento que faz parte do projeto da ponte estaiada sobre o rio Cocó, que custará cerca R$ 60 milhões aos cofres do Estado. “E se nega a fornecer estudo geofísico aos municípios”, endossou.
LS/CG
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