Sargento Reginauro critica o fim das escolas cívico-militares
Por Waldyh Ramos13/07/2023 15:00 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Sargento Reginauro (União), no tempo de liderança da sessão plenária desta quinta-feira (13/07), da Assembleia Legislativa do Ceará, criticou a decisão do Governo Federal de acabar com o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares, que era uma das prioridades do Governo Federal na gestão de Jair Bolsonaro."A gente vem discutindo a polarização política, esse excesso de política no que é de interesse público, esse excesso de partidarismo no que é para ser interesse do País", afirmou.
Sargento Reginauro disse que o então governador do Ceará, Camilo Santana, à época do lançamento aderiu ao Programa das Escolas Cívico-Militares, mas agora, como Ministro da Educação, informou que o programa será descontinuado. Segundo Reginauro, o ministro alega que não há nenhum indicativo ou pesquisa que aponte a eficiência do programa, depondo contra o próprio Ministério da Educação que tem relatórios contundentes sobre os melhores índices da educação no Brasil são das escolas cívico-militares, afirmou o parlamentar.
Segundo o deputado, dentro das escolas cívico-militares não existe violência contra colegas ou professores, nem mesmo a violência verbal porque conta da disciplina. "As escolas cívico-militares são exemplo de sucesso no Brasil. Basta ver a lista enorme de candidatos em busca de uma vaga nas escolas militares, e apenas por revanchismo o Governo Federal está interrompendo um programa acima de qualquer discussão ideológica, um projeto do povo brasileiro", pontuou.
O deputado disse ainda que basta ver o cadastro das prefeituras cearenses em busca de uma escola militar em seus municípios para entender a qualidade das escolas cívico militares. Para ele, o Ministro da Educação, Camilo Santana precisa dar satisfação ao povo e não ao PT e que antes de tomar uma decisão para agradar a militância do partido era para o ministro saber que muitos pais e mães votaram nele e que são a favor da manutenção das escolas.
Conforme o parlamentar, o que existe hoje no Brasil é um governo que tem um projeto apenas para um ala do país que pensa de acordo com a agenda progressista da esquerda, um governo que, segundo ele, mais uma vez vai dividir o país no meio e governar apenas para os que estão poder.
"Eu carreguei tijolo e cimento para construir o Colégio do Corpo de Bombeiros do Ceará e hoje temos alunos que conseguiram as maiores notas em concursos nacionais, como da Escola de Tecnologia da Aeronáutica, alunos do colégio. É lamentável o que estamos assistindo", afirmou.
Edição: Clara Guimarães
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