Representantes da saúde debatem propostas para atenção à cardiopatia no CE
Por ALECE30/03/2016 20:21 | Atualizado há 9 meses
Compartilhe esta notícia:
Na tarde desta quarta-feira (30/03), ocorreu, na Assembleia Legislativa, audiência pública que discutiu casos de cardiopatia congênita no Estado. O encontro foi conduzido pelo requerente do evento, deputado Carlos Felipe (PCdoB), e contou com a presença do cirurgião cardíaco Dr. Valdester Cavalcante, que ministrou palestra baseada no seu trabalho “Cardiopatias Congênitas – Rede de Atenção à Saúde”.
O estudo reúne conceitos médicos sobre a doença e assegura fundamentos para a formulação de uma proposta de Rede de Atenção Integral à Saúde dos Portadores de Cardiopatias Congênitas.
Para Valdester Cavalcante, a partir do que foi analisado no estudo, a rede de atenção integral à saúde do portador de cardiopatia congênita no Ceará se justifica pela ausência de um programa de detecção de malformações congênitas do coração para as gestantes.
O cirurgião cardíaco destacou ainda a importância de uma estrutura operacional que atenda satisfatoriamente os níveis de atenção para o acompanhamento da doença.
“Na atenção primária, por exemplo, o foco é a promoção da saúde, com programas voltados à prevenção, cuidado e reabilitação. A partir de um acompanhamento continuado e próximo, vai ser mais fácil reconhecer adequadamente os problemas de agudização da condição crônica dos pacientes, dando ensejo para ofertar serviços em outros pontos de atenção”, pontuou Valdester Cavalcante.
O presidente da Sociedade Cearense de Cardiologia, Sandro Salgueiro, defendeu a ideia de se criar uma Central de Regulação de Crianças com Cardiopatia. “Se não de maneira definitiva, pelo menos parcial, com a distribuição de crianças com cardiopatias de maior complexidade para unidades médicas específicas”, afirmou.
Estiveram presentes ainda à audiência os deputados George Valentim (PCdoB) e Capitão Wagner (PR); a secretária executiva da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), Lilian Amorim; o representante do Movimento de Pais com Crianças com Cardiopatia Congênita, Moacir Soares; o representante do Conselho Regional de Medicina, Ricardo Sidou, entre outras autoridades.
RG/AP
Veja também