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Renato Roseno endossa substituição de Mausoléu por reverência a abolicionistas

Por Ricardo Garcia
05/09/2023 11:58 | Atualizado há 9 meses

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Deputado Renato Roseno (Psol) - Foto: Junior Pio

O deputado Renato Roseno (Psol) apoiou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (05/09), realizada de forma presencial e remota, a decisão do governador Elmano de Freitas de transformar o Mausoléu Castelo Branco, localizado no Palácio da Abolição, em Fortaleza, em um monumento para homenagear líderes abolicionistas cearenses.

Segundo Renato Roseno, o governador Elmano está acolhendo uma demanda antiga de movimentos que lutam pela justiça e pela memória, e que defendem a ressignificação de um equipamento que homenageia um ditador militar. “Ninguém quer a derrubada do prédio, nós queremos a sua ressignificação, para que ele não siga como um elogio ao primeiro ditador do ciclo militar. Queremos que esse lugar, que, até agora, homenageia um torturador, sirva para que as novas gerações reconheçam a sua nova história, o que é fundamental”, salientou o parlamentar.

Para ele, a decisão de ressignificar o Mausoléu é “corajosa, inovadora e pioneira”, enfatizando que o “Brasil tem uma dívida gigantesca com a sua memória” e defendendo que haja uma política de Estado que trate a questão da memória nacional.

O deputado também apontou preocupação com a problemática da saúde mental dos profissionais de segurança pública do Estado, citando que nesta madrugada, mais um policial militar tirou a própria vida no Ceará. “É um tema que requer a máxima atenção de todos nós, que estamos envolvidos com a agenda segurança pública”, assinalou.

Em aparte, o deputado Leonardo Pinheiro (PP) considerou extremamente relevante e importante a preocupação levantada pelo colega. “Nós sabemos que a atuação do profissional da segurança pública é altamente estressante, sendo um ofício bastante difícil e complexo”, pontuou.

Para o deputado Fernando Hugo (PSD), a questão em torno da substituição do Mausoléu Castelo Branco precisa ser melhor debatida. “A história é a história. Não posso aceitar que se pegue o Mausoléu e se jogue fora, pois a história é feita de fatos e atos, e não se pode querer revertê-la. A história é escrita por personagens como Stalin, Fidel Castro, dentre outros”, comentou.

O deputado De Assis Diniz (PT) avaliou que a ditadura militar, implantada em 1964 no País, “é a expressão mais dolorosa da história do Brasil”

Edição: Adriana Thomasi     

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