De Assis Diniz ressalta importância da vacinação contra a febre aftosa no Ceará
Por Gleydson Silva05/09/2023 12:33 | Atualizado há 9 meses
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O deputado De Assis Diniz (PT) ressaltou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta terça-feira (05/09), a importância de conscientização de produtores para a necessidade da vacinação do rebanho contra a febre aftosa para que o Estado possa se tornar uma zona livre da obrigatoriedade da vacinação.
O tema norteia a campanha “Ceará livre de febre aftosa sem vacinação”, desenvolvida pela Agência de Defesa Agropecuária Ceará (Adagri), e foi debatido em audiência pública realizada no Vale do Jaguaribe, nesta segunda-feira (04/09), que tratou também da divulgação do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa.
De acordo com o parlamentar, o Ceará é atualmente uma zona livre (de febre aftosa) com vacinação, e a intenção é que o Estado passe para um estágio que permita a comercialização do rebanho mesmo sem a vacinação. Para isso, os índices de vacinação contra a doença precisam permanecer acima dos 90% em todas as etapas das próximas campanhas, para que, em breve, o Ceará possa alcançar junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) o reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde de Animal (Omsa) do status de Livre de Febre Aftosa sem Vacinação.
“Precisamos reforçar essa campanha. Precisamos que nas três próximas etapas a meta seja atingida, pois os números que temos é que apenas 14 cidades do Ceará atingiram 100% de vacinação. Temos 120 cidades que alcançaram 96%. Mas temos um conjunto de quase 50 cidades que ficaram em 88,13%. O que queremos é dar a visão econômica para que o pequeno produtor tenha essa responsabilidade”, pontuou o deputado.
De Assis Diniz alertou também que o Estado precisa se preocupar também com outros “problemas que estão em curso, como brucelose e tuberculose” no rebanho, doenças que não passam por acompanhamento.
O parlamentar observou que alcançar essa classificação é um benefício para toda a cadeia produtiva do Estado. “Contribui para a economia de custos com vacina, despesa com pessoal e a abertura de mercados para todo o Brasil e ao exterior a preços reais”, disse.
O deputado Felipe Mota (União), em aparte, ressaltou a importância da isenção fiscal para a pecuária leiteira do Estado, fazendo com que novas indústrias queiram vir ao Ceará, assim como fortalece os pequenos produtores. “Mesmo para os micro e pequenos produtores, que ainda trabalham no balde retirando o leite, eles geram renda e dignidade”, ressaltou.
O deputado Fernando Hugo (PSD) reiterou os ganhos da isenção fiscal aos produtores de leite e os incentivos para controle de doenças para garantir um rebanho forte no Ceará. Já o deputado Moésio Loiola (Progressistas) ressaltou o fortalecimento da produção do leite no Ceará e a expansão no mercado nacional.
Edição: Adriana Thomasi
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