Queiroz critica Governo do Estado por desviar foco em discussões
Por Lincoln Vieira05/09/2023 17:05 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Queiroz Filho (PDT) criticou, no segundo expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (05/09), a administração das contas públicas pelo Governo do Estado e o desvio de foco em discussões.
O parlamentar indagou o Poder Executivo sobre a possível existência de uma “crise gerencial” ou “não há vontade de assumir” uma má administração herdada do governo anterior. O parlamentar lembrou que o Poder Legislativo votou em 2020 lei complementar para segregar em massa a previdência dos servidores do Estado. Queiroz disse que, ao criar o novo fundo de capitalização, o Governo do Estado passou a arrecadar recursos através da receita corrente oriundo do servidor público junto a um aporte retido do imposto de renda “retirado por um decreto para dar fonte de pagamento para receitas correntes de 2023”.
“Isso é grave, e é importante que o Ceará estivesse analisando, porque ainda dá tempo haver essa organização, mas, infelizmente, não é isso que nós acompanhamos”, lamenta.
O deputado também criticou o Governo do Estado por enviar projeto de lei que cria o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem). Segundo ele, o órgão é vinculado à Prefeitura de Fortaleza. “Se já existe e querem tomar conta, porque que não pedem da Prefeitura e passa para o Governo do Estado? Querem criar duas estruturas, é isso que eu não compreendo. Se está tão bem financeiramente, por que tirar recurso da previdência dos servidores públicos? Isso é gravíssimo”, analisa.
Queiroz argumentou ainda que há um desvio de foco nas discussões por parte dos parlamentares governistas. Para ele, debater a retirada do mausoléu do ex-presidente Castelo Branco não vai resolver a vida das pessoas. “É uma política revisionista. A história não é feita de foto, tem todo um passado. Como é que as pessoas vão lembrar desse período ruim? Então, se vai fazer uma revisão, vai ter que mudar o nome de muita coisa do Estado, como a Leste-Oeste, que se chama avenida Castelo Branco, o bairro Presidente Vargas, o estádio Presidente Vargas e a Arena Castelão, que foi indicado para ser governador por Castelo Branco”, avaliou.
Queiroz criticou ainda o modo como a “extrema esquerda” apresenta as discussões. Para ele, o grupo utiliza a mesma estratégia do ex-presidente Jair Bolsonaro quando presidente da República. “Ele soltava uma maluquice e criticavam ele, e agora fazem a mesma coisa. É a mesma tese, mesma narrativa de desviar o foco da população, que na minha cabeça é segurança, saúde; apresentam um número dizendo que está resolvido, mas não está, pois todo dia tem algum problema, e a discussão é da transferência do mausoleu”, ressalta.
Edição: Clara Guimarães
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