Osmar Baquit sugere abordagens para investigação da Enel por CPI
Por Luciana Meneses26/09/2023 11:00 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Osmar Baquit (PDT) sugeriu aos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Enel abordagens a serem seguidas na investigação, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta terça-feira (26/09).
Para o parlamentar, a falta de interesse da empresa em colaborar com as investigações ou mesmo em prestar um bom serviço à população já é algo comprovado, exigindo assim ações mais diretas por partes da CPI. “A Enel não se dá sequer ao trabalho de dar respostas firmes à CPI, o que só confirma sua falta de compromisso. Acredito que, para não perder tempo, devemos investigar a possível empresa que vem ou mesmo retomar para o Estado o serviço”, avaliou.
Osmar Baquit apontou ainda como uma ação estratégica convidar os membros das CPIs de São Paulo e Goiás, onde a Enel também vem sendo investigada e solicitar formalmente aos gestores municipais todas as demandas pendentes com a Enel. “Acredito que juntaremos mais provas dos abusos que a Enel vem cometendo em cada município cearense num pequeno espaço de tempo. E ainda penso que se cada prefeitura entrasse na justiça a cada problema, a Enel já tinha quebrado ou melhorado o serviço”, opinou.
Em aparte, o deputado Moésio Loiola (PP) afirmou que além dos danos à população, a defasagem de bons profissionais na Enel também lhe preocupa. “Está acontecendo uma devastação no elenco de profissionais da Enel. Muita gente qualificada indo trabalhar em outros estados por conta de toda essa situação. Esse é o verdadeiro capital que estamos perdendo”, lamentou. O deputado Agenor Neto (MDB) informou que o prefeito de Chorozinho e presidente da Aprece, Júnior Castro, participará da próxima reunião da CPI da Enel, trazendo todo o diagnóstico dos municípios referentes às pendências da Enel e ainda as taxas para iluminação pública.
O deputado Queiroz Neto (PDT) alertou para a necessidade da CPI se debruçar também sobre todo o funcionamento da distribuidora de energia e toda a sua engenharia, para que, independente da concessão continuar, a população não correr o risco de passar por mais transtornos ou descontinuidade do serviço. Já o deputado Alcides Fernandes (PL) frisou a questão do tempo, uma vez que o prejuízo já é incalculável. “Não dá mais tempo de percorrer o Estado colhendo denúncias, pois muita gente já foi prejudicada. Temos que centralizar o trabalho aqui e correr para que a Enel pague pelo que fez”, defendeu.
O presidente da CPI, deputado Fernando Santana (PT) lamentou que o debate esteja acontecendo há mais de dois anos e as denúncias não parem de chegar. “Em Araripe, um empresário veio montar uma fecularia, está com pouco mais de um ano investindo cerca de R$10 milhões, com expectativa de gerar 600 empregos, entre diretos e indiretos, o Governo já fez seus investimentos e agora só falta a Enel. A obra está paga e a Enel afirmou que não pode iniciar ainda esse ano. Que absurdo é esse?”, criticou.
Para o deputado Antônio Granja (PDT), muitos empresários desistem de investir no Ceará pela falta de comprometimento da Enel. O deputado Guilherme Landim (PDT), por sua vez, relatou que em Brejo Santo uma empresa passou mais um ano com sua energia dependendo de gerador por falta de serviço da Enel.
Edição: Adriana Thomasi
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