Queiroz Filho aponta pobreza infantil no Ceará e cobra ações do governo
Por Narla Lopes11/10/2023 12:26 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Queiroz Filho (PDT) repercutiu, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta quarta-feira (11/10), pesquisa divulgada pelo Unicef, destacando que o Ceará é o segundo estado brasileiro com mais crianças vivendo abaixo da linha da pobreza.
O parlamentar relatou que o levantamento se baseia em informações referentes à renda, acesso à informação, educação, água e saneamento. Ele citou, por exemplo, que 55% das crianças e adolescentes do Ceará vivem em uma casa na qual a renda familiar está abaixo da linha da pobreza, atualmente definida em R$ 541 mensais.
Os dados são do estudo “Pobreza Multidimensional na Infância e Adolescência no Brasil”, feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), com dados referentes aos anos de 2016 a 2022. “Uma situação chocante que merece uma importante análise”, destacou.
O deputado pediu mais humildade por parte do Governo do Estado para rever e reavaliar a aplicação dos recursos dos programas hoje implementados pelo Executivo estadual voltados para diminuir a pobreza no Estado.
A importância de analisar e reavaliar os recursos aplicados pelo Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop) também foi citada pelo deputado, que propôs a realização de audiência pública para que os parlamentares da Casa possam discutir a melhor aplicação desses recursos.
Em aparte, o deputado Sargento Reginauro (União) concordou com os dados alarmantes e afirmou que o governador Elmano (PT) herdou do seu antecessor um governo endividado.
O deputado Cláudio Pinho (PDT) ressaltou que é preciso um empenho do Parlamento cearense para ajudar a diminuir esses índices preocupantes e tirar a população da linha de pobreza.
Já o deputado De Assis Diniz (PT) argumentou que não se pode colocar a responsabilidade dessa crise no governador Elmano ou no seu antecessor, lembrando que é preciso revisitar os quatro anos do governo Bolsonaro, que levaram 51% da população brasileira à situação de pobreza. E a razão de esses questionamentos não serem feitos no governo passado.
Edição: Adriana Thomasi
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