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Felipe Mota cobra efetivação de políticas públicas de combate à desigualdade

Por Giovanna Munhoz
19/10/2023 12:18 | Atualizado há 9 meses

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Deputado Felipe Mota (União) - Foto: Junior Pio

O deputado Felipe Mota (União) ressaltou, durante a sessão plenária presencial e remota da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (19/10), a necessidade de políticas públicas de combate à fome e à desigualdade social.

Segundo o parlamentar, existem no Estado 15% de pessoas em extrema pobreza. “A pobreza no Ceará chegou ao extremo. A cada 100 cearenses, 15 estão direcionados para a extrema pobreza”, disse.

Felipe Mota assinalou que existe o programa Ceará sem Fome, do Governo do Estado, para combater a fome, mas a população em situação de insegurança alimentar permanece crescendo. “O que precisamos entender é por que as políticas não estão funcionando e quais são os gastos do Estado”, apontou.

As despesas do Governo precisam ser avaliadas e as políticas públicas estudadas para saber o que está dando certo ou não, segundo frisou o deputado. “Temos um instituto de pesquisa que poderia acompanhar isso. Não vejo recursos para os autistas, para pessoas com endometriose, para crianças que precisam de óculos para assistir aula. As políticas públicas estão vazando”, lamentou.

O parlamentar ressaltou ainda a necessidade de olhar para problemas como a estiagem e o combate à criminalidade. “Vamos aceitar conviver com programinhas que não somam em nada? Não mudam a qualidade de vida das pessoas? O crime continua atacando os jovens. Precisamos acabar com a hipocrisia”, assinalou.

O Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecope) também foi citado. “Precisamos debater. No começo, o Fecope arrecadou R$ 92 milhões. Hoje saltou para R$ 616 milhões e pergunto: algum dia os deputados foram chamados para debater o Fecope? Existe a opinião de algum deputado, relatórios regionais ou algo assim? Precisamos opinar e debater”, disse.

Em aparte, o deputado Cláudio Pinho (PDT) frisou a necessidade de repensar as ações de combate à pobreza, juventude e melhoria de vida das pessoas. 

O deputado Sargento Reginauro (União) apontou que a situação do Estado é preocupante, com diversos empréstimos e endividamentos e sem recursos para investimentos no desenvolvimento.

 

Edição: Adriana Thomasi

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