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Apóstolo Luiz Henrique critica políticos que usam o nome de Deus para fazer guerra

Por Gleydson Silva
26/10/2023 10:50 | Atualizado há 9 meses

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Deputado Apóstolo Luiz Henrique (Republicanos) - Foto: Junior Pio

O deputado Apóstolo Luiz Henrique (Republicanos) criticou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta quinta-feira (26/10), os políticos que usam o nome de Deus para justificar a guerra, em detrimento do bem-estar humano e da paz.

O parlamentar afirmou que é preocupante e triste, quando usam “episódios de dor e destruição”, como a guerra entre Israel e o Hamas, para polarizar o cenário político no Brasil. Como destacou o deputado, o episódio envolve vidas humanas. “Ao invés de explorar a tragédia, deveríamos buscar a compreensão, a paz e o diálogo construtivo para resolver situações complexas como essa”, pontuou. 

O uso do nome de Deus de forma equivocada, inclusive em tribunas em Casas Legislativas, para justificar ações errôneas, também foi criticado pelo Apóstolo Luiz Henrique. “Uma meia dúzia de políticosE usando o nome de Deus em vão. Infelizmente, parece que virou moda falar em Deus e os versículos da Bíblia, porque é bonito. Um dos mandamentos é não use o nome de Deus em vão”, alertou.

Para o deputado, há muita hipocrisia em alguns governantes, que defendem a paz, mas na verdade reforçam a guerra. “O evangelho nos ensina a viver em harmonia e em paz. Isso não é o que está acontecendo por aí. Estão em busca de guerra e não de paz”, disse.

A violência nas escolas também foi tema do pronunciamento de Apóstolo Luiz Henrique. Segundo ele, o Brasil já registrou nove ataques à instituições de ensino, somente este ano, com forte aumento desde 2019. Visando a prevenção desses casos, o parlamentar destacou um projeto de indicação de sua autoria que sugere a criação do Disque Escola Segura no Ceará. O outro projeto, dispõe sobre a instalação de portais e detectores de metais nas escolas públicas do Estado.

O deputado Antônio Henrique (PDT), em aparte, afirmou que se as pessoas seguissem o que está na Bíblia, não seria necessário haver as constituições estadual e federal e leis orgânicas dos municípios. “A Bíblia nos ensina tudo que precisamos para viver nessa terra, com justiça, compromisso, responsabilidade e amor ao próximo”, avaliou.

Edição: Adriana Thomasi

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