Osmar Baquit sugere prorrogação da CPI que investiga a Enel
Por Gleydson Silva13/12/2023 11:45 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Osmar Baquit (PDT) sugeriu, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta quarta-feira (13/12), a prorrogação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas irregularidades e abusos por parte da Enel Distribuidora de Energia, em andamento na Alece.
“Nós estamos começando a ter algum resultado. A Enel está se propondo a vir aqui apresentar um plano de expansão, já que não vai ser mais vendida”, pontuou o deputado.
De acordo com o parlamentar, é importante a criação de uma comissão de deputados e técnicos para o Parlamento acompanhar esse plano de expansão da empresa no Ceará. “Ao final da prorrogação da CPI, se a Enel estiver executando esse plano, acompanhado por esta Casa, poderemos dizer no relatório se a Enel está corrigindo a maldade que fez ou não. A Enel tem que provar sua reabilitação frente à sociedade cearense”, pontuou.
Ainda conforme Osmar Baquit, de 2019 a 2023, foram 38.327 processos contra a Enel no Tribunal de Justiça. Desses, mais de dois mil estão em execução. “A Enel é um desastre. A Enel não agrada a ninguém: o povo simples, o povo médio, o rico, o partido A ou partido B”, enfatizou.
A deputada Dra. Silvana (PL), em aparte, corroborou com a sugestão de Osmar Baquit, mas sugeriu que a Enel também cumpra com as ações que estão em tramitação na Justiça, para que possa “dar uma resposta à sociedade ou saia do Ceará”.
O deputado Moésio Loiola (Progressistas) cobrou uma ação do Ministério Público sobre as responsabilidades da Enel e a avaliação das ordens de serviço que não foram executadas. “Se há mil ordens de serviço, temos que cobrar que elas sejam executadas, atendendo a ordem de entrada na empresa e a prioridade, com prazos estabelecidos”, apontou.
De acordo com o deputado Felipe Mota (União), a empresa de energia não tem prestado, inclusive, os serviços demandados pelo setor produtivo, o que impacta a economia no Estado. Conforme Marcos Sobreira (PDT), inúmeros prefeitos estão com queixas contra a Enel, seja pelas quedas de energia, seja pela não prestação de serviços públicos solicitados pelos municípios.
Já o deputado Fernando Santana (PT), presidente da CPI da Enel, afirmou que a empresa tem atrapalhado o desenvolvimento do Ceará, por não executar os projetos e pela má prestação de serviços. Além disso, o parlamentar defendeu também a prorrogação dos trabalhos do colegiado, com a assinatura de todos os parlamentares.
“Ao final da nossa CPI, devemos entregar o relatório às autoridades de direito e cobrar que a Enel venha para esta Casa se desculpar com os cearenses. Vamos convocar a Enel para prestar esclarecimentos”, ressaltou Fernando Santana.
Edição: Adriana Thomasi
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