Felipe Mota cobra posicionamento do secretário da Segurança sobre chacinas
Por Luciana Meneses20/02/2024 13:05 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Felipe Mota (União) cobrou posicionamento do secretário da Segurança Pública do Estado, Samuel Elânio, sobre o aumento da violência no Ceará, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta terça-feira (20/02).
O parlamentar mencionou as chacinas ocorridas em Caucaia e Aracoiaba, bem como a recente violência contra policiais, além das condições de trabalho dos agentes de segurança e questionou quais ações de enfrentamento ao crime estão sendo desenvolvidas pela pasta.
“Recebemos a notícia dessas chacinas com muita tristeza e revolta. A região do Maciço de Baturité só fala nisso. A população de todo o Estado está com medo, e o secretário não aparece, não recebe os deputados e foge de coletiva de imprensa. Se ele não enfrenta a população e a imprensa, como enfrentará os bandidos?”, criticou.
Felipe Mota aconselhou o governador Elmano de Freitas a tomar a responsabilidade para si e trocar o titular da secretaria, pois a sensação de insegurança só aumenta e não há respostas ou qualquer planejamento de enfrentamento. “Como vamos conseguir resolver isso? É do futuro que estamos falando. O tráfico começa enfrentando a polícia, depois enfrenta o jurídico e políticos. Se não coibirmos isso e se não trabalharmos nossa juventude, vamos perdê-la para o crime”, salientou.
Durante pronunciamento, o deputado solicitou ainda minuto de silêncio pelas vítimas das chacinas ocorridas em Aracoiaba e Caucaia no último sábado (17/02).
Em aparte, o deputado Cláudio Pinho (PDT) reclamou de não ser recebido por alguns secretários de Governo desde o ano passado. “Nem todos são assim, mas é o caso do secretário da Segurança. Não nos recebe para ouvir as demandas do Estado, e o resultado está sendo o que estamos vendo. Perdemos vidas por não termos um trabalho combativo e que se antecipa aos atos dos criminosos”, lamentou.
O deputado Sargento Reginauro (União) se disse preocupado com o fato de os deputados terem dificuldade em conseguir audiência com o secretário. “Não serei injusto, pois vários outros secretários atendem a todos os deputados, independente de situação ou oposição. Mas não conseguir horário com ele e esta Casa não aceitar nosso requerimento para trazê-lo ao plenário e prestar esclarecimentos é triste. Faz parte das obrigações do secretário, e isso acaba manchando a imagem do governador”, opinou.
Já o deputado Alcides Fernandes (PL) repudiou a fala do presidente Lula sobre comparação feita entre o Holocausto e a morte de palestinos em Gaza. “Como ele compara o que vem acontecendo em Israel com o Holocausto? Isso é mexer numa grave ferida do povo judeu”, declarou.
Edição: Adriana Thomasi
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