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Cláudio Pinho manifesta preocupação com contas do Governo do Estado

Por Luciana Meneses
21/02/2024 12:40 | Atualizado há 9 meses

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Deputado Cláudio Pinho (PDT) - Foto: Junior Pio

O deputado Cláudio Pinho (PDT) externou sua preocupação com as contas do Governo Estadual, durante pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta quarta-feira (21/02).

Citando a reportagem do jornal O Povo da última terça-feira (20/02), o parlamentar criticou um suposto empréstimo de R$ 2,6 bilhões solicitado pelo Governo do Estado. “Me preocupa o momento que estamos atravessando. Está no Diário Oficial que o déficit do Estado foi de mais de R$ 5 bilhões em 2023 - enquanto arrecadou R$ 37 bilhões, gastou R$ 42 bilhões. E ainda assim somos o segundo estado com mais crianças vivendo abaixo da linha de pobreza. Tivemos aumento dos impostos e ainda precisa de empréstimo? Pior. Não é recurso para investir, é para cobrir dívidas”, condenou. 

Para Cláudio Pinho, o Ceará precisa investir para melhorar a vida do povo, e é preciso ter responsabilidade com o dinheiro público. “Chegando mais um empréstimo, e temos que saber o que será feito. Olhem a responsabilidade que temos enquanto representantes. Num empréstimo em que todo o dinheiro já está comprometido, fica difícil investir nos municípios e nas pessoas”, lamentou.

Em aparte, o deputado Alcides Fernandes (PL) afirmou que é sempre procurado por prefeitos com solicitação de emendas para seus municípios justamente por falta de recursos. “Enquanto os prefeitos nos procuram, o Governo fica pegando empréstimo para pagar conta. Parece coisa de agiota, pegando empréstimo e se endividando mais”, criticou. 

O deputado Antônio Henrique (PDT) concordou com a preocupação do colega e acrescentou a ansiedade dos servidores com o reajuste anual, que ainda não foi anunciado. “Empréstimo de mais de R$ 2 bilhões para reequilibrar as dívidas do Estado, enquanto estamos no terceiro mês do ano e nada de reajuste para os servidores”, provocou. 

Por sua vez, o deputado Queiroz Filho (PDT) frisou que o empréstimo citado, autorizado ainda em dezembro de 2022, foi o maior já adquirido pelo Estado desde 1990. “O que mais nos preocupa é que não se trata de um empréstimo com objetivo finalístico. Ele é para custeio, rolagem de dívida. Mas, se o Estado está numa situação tão boa, por que não dão o reajuste e não pagaram o salário dos professores temporários? As contas dos funcionários não estão paradas”, alertou.

Já o deputado Sargento Reginauro (União) afirmou que o Ceará está “três vezes mais quebrado”. Para ele, seria uma marca dos governos petistas manter as pessoas endividadas. “Parece que o governo petista gosta é disso - do povo precisando de bolsa e endividado para seguir dependente dessas rendas. Empréstimo agora só para pagar dívida, não é para investimento. O Ceará três vezes mais quebrado, e o servidor esperando anúncio do Governo para reajuste. Nem a reposição inflacionária tivemos. E onde estão os sindicatos?”, questionou.

Edição: Adriana Thomasi

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